“Prevenção e controlo de Legionella nos sistemas de água”

Guia publicado pela Comissão Sectorial para a Água

17 janeiro 2011
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A Comissão Sectorial para a Água publicou um guia intitulado “Prevenção e Controlo de Legionella nos Sistemas de Água”, dá conta uma notícia avançada pela agência Lusa.

 

Em Portugal, a doença do legionário, provocada pela infecção por Legionella pneumophila, foi detectada pela primeira vez em 1979 e pertence à lista de Doenças de Declaração Obrigatória desde 1999. Os últimos dados disponíveis referem-se ao período 1999/2008, quando foram notificados 522 casos, predominantemente associados a alojamentos em unidades hoteleiras.

 

A Legionella pode ser encontrada em ambientes aquáticos naturais e também em sistemas artificiais, como redes de abastecimento de água, redes prediais de água quente e fria, ar condicionado e sistemas de arrefecimento (torres de refrigeração, condensadores evaporativos e humidificadores) existentes em edifícios, nomeadamente em hotéis, termas, centros comerciais e hospitais.

 

A infecção por esta bactéria atinge especialmente os adultos, entre os 40 e os 70 anos, fumadores, indivíduos com problemas respiratórios crónicos, doentes renais e, de um modo geral, imunodeprimidos. Esta infecção, que não é contagiosa, pode ser transmitida por inalação de gotículas de água contaminada, aerossóis, de dimensões tão pequenas que veiculam a bactéria para os pulmões, possibilitando a sua deposição nos alvéolos pulmonares.

 

Assim, de acordo com este novo guia, para minimizar a proliferação de Legionella pneumophila e o risco associado de doença dos legionários devem ser adoptadas medidas de prevenção e de controlo físico-químico e microbiológico, para promover e manter limpas as superfícies dos sistemas de água e de ar.

 

O documento recomenda várias medidas como “assegurar uma boa circulação hidráulica, evitando zonas de águas paradas ou de armazenamento prolongado nos diferentes sistemas” e “accionar mecanismos de combate aos fenómenos de corrosão e incrustação através de uma correcta operação e manutenção, adaptados à qualidade da água e às características das instalações”.

 

Para serem eficazes, “as acções preventivas devem ser exercidas desde a concepção das instalações até à sua operação e manutenção”. Estas recomendações “devem ser seguidas por projectistas, donos de obra e responsáveis por instalações, de modo a evitar a proliferação” da doença. As recomendações devem ser complementadas com o disposto na legislação em vigor e pela Direcção-Geral da Saúde.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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