“Prevalência de Legionella nos sistemas de água”

Estudo publicado na última edição do Boletim Epidemiológico “Observações”

04 março 2013
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A bactéria Legionella, responsável pela Doença dos Legionários, foi detetada em 20% das cerca de mil amostras de água provenientes de sistemas artificiais analisadas, refere um estudo recomendado pelos programas de vigilância de pontos críticos.
 

O estudo sobre a “Prevalência de Legionella nos sistemas de água”, publicado na última edição do Boletim Epidemiológico “Observações”, do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), analisou 975 amostras provenientes de água para consumo humano (nomeadamente chuveiros), águas termais, águas industriais, de torres de refrigeração e de jacuzzi.
 

A notícia avançada pela agência Lusa refere que das amostras analisadas entre janeiro de 2010 e junho do ano passado, 192 deram resultados positivos para a Legionella, a bactéria responsável pela Doença dos Legionários, uma pneumonia grave, cuja infeção se transmite por via aérea através da inalação de gotículas de água ou por aspiração de água contaminada.
 

Das 492 amostras de água de consumo humano, 28% eram positivas para a Legionella, enquanto das 144 provenientes das águas termais, 6,3% deram resultado positivo para este organismo. Doze das 115 amostras de águas industriais revelaram-se positivas à bactéria, enquanto das 224 das águas de torres de refrigeração, 33 foram positivas.
 

Uma das autoras do estudo, Raquel Rodrigues, do Departamento de Saúde Ambiental do INSA, considera que, perante estes resultados, “faz todo o sentido a preocupação que as autoridades de saúde dão a esta bactéria”.
 

“Não se pode deixar de apostar na prevenção”, disse à agência Lusa a especialista, defendendo que “os sistemas de água artificiais devem ser mantidos sob vigilância e controlo, de modo a minimizar a sua proliferação”.
 

Este controlo, adiantou, “passa não só pela monitorização da qualidade da água, mas também pela conceção e gestão dos próprios sistemas”.
 

Os autores defendem que “a vigilância de determinados edifícios ou locais considerados de maior risco, como lares de idosos, hospitais e outras instituições que prestam cuidados de saúde deveria ser obrigatória e efetuada em intervalos de tempo específicos, por entidades competentes para o efeito”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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