“Perceção da População sobre Hipertensão”

Estudo da Sociedade Portuguesa de Hipertensão

27 fevereiro 2015
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Apesar de a maioria da população portuguesa estar consciente dos malefícios do consumo excessivo do sal, apenas um em cada quatro indivíduos alterou os seus hábitos alimentares.
 

O estudo “Perceção da População sobre Hipertensão”, realizado pela Sociedade Portuguesa de Hipertensão (SPH), apurou que 56% da população considera estar mais informada sobre a hipertensão, enquanto problema de saúde pública, sendo que 47% acredita estar mais informada do que há cinco anos atrás.
 

Em declarações à agência Lusa, o presidente da Sociedade Portuguesa de Hipertensão (SPH), Fernando Pinto, revelou que este é um dos resultados mais importantes do estudo, pois demonstra uma “melhoria significativa da consciência que as pessoas têm sobre o que é a hipertensão, o que a provoca e sobre os seus riscos, nomeadamente em termos de Acidente Vascular Cerebral (AVC) e enfarte”.
 

De acordo com Fernando Pinto, as doenças cérebro-cardiovasculares matam um em cada três portugueses e retiram em média 12 anos de vida útil.
 

O responsável apontou como menos positivo o facto de apesar de a maioria ter consciência de que o sal é mau para a saúde e é proporcionador de hipertensão, e também das doenças que provoca, apenas um quarto mudou os seus hábitos em relação à ingestão do sal.
 

O estudo apurou que 70% aponta o consumo excessivo de sal como a principal causa de hipertensão, seguido da má alimentação (56%) e do stress (40%).
 

O estudo indicou ainda que 78% dos portugueses estão mais informados sobre os malefícios que uma dieta com alto teor de sódio pode provocar, mas mais de metade (54%) ainda desconhece o consumo diário de sal recomendado pela Organização Mundial de Saúde e apenas um quarto mudou os seus hábitos de consumo.
 

Recuando cinco anos, verifica-se que esta percentagem se manteve inalterada, o que revela pouca preocupação na redução do consumo de sal, diz o estudo, sublinhando que 62% dos portugueses não verificam qual a quantidade de sal presente nos alimentos embalados e os que o fazem não a identificam facilmente.
 

Para ajudar os portugueses a interpretar os rótulos dos alimentos, a SPH propôs a rotulagem dos alimentos com as cores do semáforo: vermelho para os alimentos com muito sal, amarelo com sal moderado e verde com pouco sal.
 

“Isto permitiria de forma rápida, no dia-a-dia, fazer a escolha e levaria as empresas a reduzir o sal dos alimentos”, afirma, acrescentando que esta medida consta de uma diretiva europeia que nunca foi transposta para Portugal, um dos países maiores consumidores de sal.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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