“Nova abordagem terapêutica” reverte efeitos de lesões na medula

Estudo conduzido pela Universidade do Minho

09 maio 2018
  |  Partilhar:
Uma equipa da Universidade do Minho (UMinho) conseguiu reverter os efeitos provocados por lesões na espinal medula, desenvolvendo uma "nova abordagem terapêutica" que permitiu "mostrar melhorias significativas" ao nível motor e ajudar a redução da inflamação, divulgou a agência Lusa.
 
A UMinho explicou que os resultados se baseiam num estudo realizado em ratinhos com lesões moderadas na espinal medula, tendo sido possível "induzir a reparação da lesão e mostrar melhorias significativas no comportamento motor dos animais, para além de ajudarem na redução da inflamação".
 
A equipa usou a "transplantação conjunta de dois tipos de células (células estaminais do tecido adiposo e células gliais do bolbo olfativo)".
 
O próximo passo naquela "nova abordagem terapêutica" para tratar lesões na espinal medula será agora centrado na validação deste tipo de estratégias em animais de maior porte num contexto clínico veterinário, esperando a UMinho obter dados que possibilitem, no futuro, a passagem para um estudo experimental em humanos.
 
A UMinho adianta que António Salgado, coordenador do estudo, e a sua equipa tinham já conseguido reverter lesões severas em modelos animais, através da combinação de duas terapêuticas: "a transplantação de células estaminais e o uso de biomateriais, ou seja, materiais que vão ser aplicados com uma função biológica. Os investigadores trabalham com um biomaterial semelhante a um gel que armazena células na sua estrutura e que são injetadas na espinal medula", lê-se.
 
"Quisemos ver o que acontecia sem usar biomateriais num modelo menos severo", explica o investigador.
 
"Em modelos que não sejam tão graves do ponto de vista de impacto nas lesões da espinal medula, a transplantação de células sem utilização de biomateriais é, por si só, suficiente".
 
A academia do Minho salienta que "este trabalho vem comprovar que lesões diferentes requerem abordagens diferentes e que o sucesso das terapêuticas está muito dependente do grau de lesão existente".
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
Partilhar:
Comentários 0 Comentar