“Maratona da Saúde” atribui dois prémios à investigação oncológica da UALg

Prémios atribuídos no âmbito da 1ª edição dos Prémios de Investigação “Maratona da Saúde”

31 março 2015
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A primeira edição dos Prémios de Investigação “Maratona da Saúde” atribuiu dois dos quatro prémios à Universidade do Algarve (UALg) por dois projetos de investigação na área oncológica liderados por Ana Teresa Maia e Pedro Castelo-Branco, do Centro de Investigação Biomédica da Faculdade de Ciência e Tecnologia da UALg.


Cada projeto premiado pelo programa vai receber 25 mil euros e foi escolhido entre mais de 80 projetos de investigação submetidos a concurso.


À Lusa, Ana Teresa Maia, doutorada em Genética Humana, explicou que o seu projeto pretende fazer a caraterização de três marcadores que a investigação tem associado a uma elevada predisposição para o cancro da mama e ajudar a desenvolver terapias de prevenção do cancro da mama.


“Estamos a contribuir exatamente para identificar os grupos de risco antes de essas mulheres desenvolverem cancro para as podermos rastrear muito mais amiúde para que um dia se, eventualmente, desenvolverem cancro serem tratadas na fase mais precoce possível para que a doença tenha o menor impacto possível”, esclareceu.


Quanto mais marcadores forem identificados, mais fácil será avaliar os riscos de alguém vir a desenvolver cancro da mama.


Ana Teresa Maia mostra-se satisfeita com o prémio: “O nosso trabalho é árduo e o apoio à ciência escasseia hoje em dia. Iniciativas como a Maratona da Saúde são magníficas, louváveis e que me permitem a mim, por exemplo, continuar estes estudos”.


Pedro Castelo-Branco é o responsável pelo projeto premiado que pretende testar a capacidade de diagnóstico de um biomarcador que permite identificar no cancro da mama quais os tumores que são benignos ou malignos.


Em comunicado à agência Lusa, o investigador explica que o biomarcador já foi testado em tumores cerebrais pediátricos e no cancro da próstata, através de consórcios internacionais, tendo tido resultados bastante promissores, permitindo perceber a potencialidade de um tumor progredir para um estado maligno.


Segundo o docente da UALg, o biomarcador consegue identificar o mecanismo que permite que a enzima telomerase (responsável pela progressão do cancro) esteja ativa.
Esta descoberta pode ser “aplicada a formas de cancro” que tenham “uma zona cinzenta”, em que não se sabe se “o tumor vai avançar ou não”, tais como leucemias, melanomas, cancro do cólon, bexiga, rins, cervical e endocervical, referiu.


O biomarcador “é extremamente importante” para se evitarem “tratamentos com efeitos secundários nefastos” quando estes não são necessários, sublinhou, afirmando que o método pode ajudar os médicos a decidir quando e como tratar o cancro.


Para além dos testes no cancro da mama, o investigador quer também avançar com testes do biomarcador no cancro do cólon e da bexiga.


ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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