“Impacto das taxas moderadoras na utilização de serviços de saúde”

Estudo da Universidade Nova de Lisboa

05 julho 2013
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Um estudo sobre o “Impacto das taxas moderadoras na utilização de serviços de saúde” concluiu que não existe evidência de que o aumento das taxas impediu os utentes de recorrerem aos serviços de saúde.
 

O estudo ao qual a agência teve acesso, utilizou um inquérito desenvolvido pela Nova School of Business and Economics, da Universidade Nova de Lisboa, a 1.254 pessoas com 15 anos ou mais, representativas de 8.523.579 pessoas.
 

“Não há evidência de que o aumento das taxas moderadoras tenha causado um aumento significativo das situações em que se deixou de recorrer ao serviço de saúde”, refere o documento.
 

Os autores referem que “apenas num reduzido número de situações terá sido o valor da taxa moderadora o fator determinante para não haver recurso aos serviços de saúde”.
 

Relativamente às urgências hospitalares, as respostas obtidas através deste inquérito indicam que “existe resposta na utilização aos valores das taxas moderadoras, mas que essa resposta é de reduzida expressão quantitativa”.
 

Dos 1.254 inquiridos que responderam ao inquérito, apenas cinco indicaram as taxas moderadoras como motivo para não terem procurado cuidados de saúde no sistema na última situação em que se sentiram doentes (0,86%).
 

“As taxas moderadoras foram encaradas como uma barreira impeditiva de acesso a cuidados de saúde em menos de um por cento das situações e os custos de transporte não são mencionados como tendo tido qualquer papel na ausência de recurso a cuidados de saúde nesta amostra”, refere o documento.
 

Outra conclusão foi a “muito baixa utilização do serviço Saúde24, sugerindo que este é um fator de acesso a cuidados de saúde que está a ser fortemente negligenciado pela população quando tem um problema de saúde”.
 

Ao nível dos cuidados de urgência, “a procura da resolução dessa situação no hospital ou no centro de saúde corresponde à maioria das situações (42,63% e 49,15% das respostas, respetivamente)”. A procura de um médico privado foi assumida por 7,13% e o recurso ao Serviço Saúde24 apenas por 0,5%.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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