“Histórias das doenças infeciosas”

Infeciologista e pneumologista apresentam livro

31 janeiro 2014
  |  Partilhar:

O infeciologista Fernando Maltez e o pneumologista António Ramalho de Almeida  apresentaram, no decorrer do segundo dia das 9as Jornadas de Atualização em Doenças Infeciosas, o primeiro livro editado em Portugal sobre a história das doenças infecciosas.
 

“Este livro pretende retratar o impacto que as doenças infecciosas tiveram em seu tempo na história da humanidade, não só do ponto de vista científico, com a descoberta de meios para as diagnosticar e tratar, mas também do ponto de vista político e social, porque todas elas afetaram importantes personalidades da política, das artes e da sociedade civil. Serve também para lembrar que apesar da história das doenças infecciosas ser uma história de sucesso e das muitas conquistas que a ciência e a medicina fizeram nesta área, ainda há muitos obstáculos a ultrapassar, nomeadamente na tuberculose, na infeção por VIH-Sida, nas hepatites ou na malária ”, referiu, em comunicado Fernando Maltez.
 

De acordo com o Programa Nacional de Luta Contra a Tuberculose, em 2012, foram diagnosticados, em Portugal, 2480 casos de tuberculose. A incidência de tuberculose foi de 2286, dos quais 1.901 são nacionais e 385 estrangeiros. Estes dados representam um decréscimo relativamente à taxa de incidência definitiva em 2011 de 6,1%. Apesar de se continuar a assistir a uma diminuição constante da taxa de incidência, Portugal continua a ser o único um país da Europa ocidental com incidência intermédia.
 

A tuberculose multirresistente (TBMR) e a tuberculose extremamente resistente são as formas de tuberculose potencialmente intratáveis e as que mais preocupam os especialistas. De acordo com o Programa Nacional de Luta Contra a Tuberculose o número de novos casos de TBMR tem vindo a diminuir e, em Dezembro de 2012, a incidência de TBMR era de 14 casos, representando 0,56% dos casos de tuberculose em 2012.
 

Quanto à co-infecção VIH/VHC, calcula-se que existam cerca de 40 milhões de infetados por VIH no Mundo. Destes, 10% estão co-infectados por VHB e 40% estão co-infectados por VHC. A simples positividade para VIH não constitui, por si só, contraindicação para o transplante hepático e a mortalidade por doença hepática é de tal modo relevante nestes doentes, que este procedimento cirúrgico deve ser equacionado mais frequentemente.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.