“Há quanto tempo não vê as suas costas”

Liga Portuguesa Contra o Cancro lança campanha

29 junho 2016
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A Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) lançou uma campanha intitulada “Há quanto tempo não vê as suas costas”, que tem como objetivo alertar para a importância da prevenção e do rastreio do cancro da pele.
 

O presidente da LPCC, Vítor Veloso, referiu à agência Lusa que esta campanha “visa dar continuidade às campanhas anteriores” sobre o cancro da pele, mas desta vez com enfoque na necessidade de se observar as costas, já que uma percentagem significativa destes tumores começa por manifestar-se nesta zona do corpo.
 

“As costas são uma região que pouca gente vê, esporadicamente pode ver pelo espelho, mas não vê com nitidez” e, por isso, "queremos que os portugueses comecem a estar mais atentos aos sinais nesta zona do corpo", disse o oncologista.
 

Os portugueses também devem observar outras zonas em que aparecem muitos sinais, como o couro cabeludo, pescoço, orelhas, nádegas e plantas dos pés.
 

Vítor Veloso refere que esta campanha também é para relembrar que a exposição solar, sem as devidas precauções, aumenta comprovadamente o risco de desenvolver este tipo de cancro.
 

“É necessário explicar que, além da proteção solar, [os portugueses] devem também ficar atentos aos novos sinais que aparecem na pele e que podem ser indício de cancro de pele”, salientou.
 

“O cancro da pele é o cancro mais comum do mundo, o que aparece em maior número, felizmente na grande maioria é curável, desde que seja tratado convenientemente, mas aqui interessa-nos sobretudo um deles, que sob o ponto de vista oncológico merece muito respeito, que é o melanoma”, frisou Vítor Veloso.
 

O cancro de pele é geralmente causado pela exposição excessiva aos raios ultravioleta e "é mais comum em pessoas com mais de 50 anos, mas pode afetar qualquer pessoa”, alerta a Liga.
 

“Embora seja também um dos tipos de cancro mais tratáveis e com maior taxa de recuperação, o conhecimento público sobre os sintomas do cancro de pele é reduzido, o que torna a deteção precoce vital”, acrescenta.
 

A incidência dos vários tipos de cancros da pele tem vindo a aumentar em todo o mundo, estimando-se que em Portugal, em 2016, serão diagnosticados mais de 12.000 novos casos e cerca de 1.000 serão novos casos de melanoma.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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