“Gene da velocidade” não afecta capacidade de salto dos desportistas

Depende do treino continuado

30 novembro 2011
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Uma equipa do Centro de Excelência em Investigação em Ciências da Actividade Física e Desportiva da Universidade Europeia de Madrid (UEM) assegura que o gene ACTN3, conhecido como o “gene da velocidade”, não condiciona a capacidade de salto dos desportistas, que na realidade depende mais do treino continuado.

 

Esta conclusão afasta-se dos resultados de um outro estudo em que também participaram as Universidades de Las Palmas e do País Basco, que pretendia comprovar se este gene, o primeiro gene estrutural do músculo-esquelético, poderia facilitar o salto nos desportistas profissionais.

 

Para isso, os investigadores monitorizaram a activação muscular involuntária como resposta a um estímulo eléctrico em todos os jogadores da Superliga Espanhola de Voleibol, na temporada 2010-2011. O objectivo, segundo explicou à Europa Press Juan José Molina, professor da UEM e principal investigador do estudo, era “perceber se a forma de a força se manifestar é diferente em função do perfil genético”.

 

A resposta foi monitorizada através da tensiomiografia (TMF), uma técnica inovadora que permite detectar e analisar em separado as propriedades dos músculos de cada indivíduo.
“É um método de diagnóstico que funciona através da observação dos parâmetros de tempo e de deslocamento máximo dos músculos durante a sua contracção, ou seja, permite saber a que desportista custou mais ou menos chegar ao mesmo ponto de salto, de velocidade ou de reacção”, explica este especialista.

 

De facto, os autores não encontraram diferenças na capacidade de salto dos jogadores analisados, independentemente do seu perfil genético, o que demonstra que a “excelência desportiva depende do trabalho e não apenas da genética e dos atributos hereditários”.

 

Contudo, sublinha, “o desportista que tenha um perfil genético que se adapte melhor ao desporto que pratica, consegue chegar ao rendimento ideal com maior facilidade”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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