“Folhas bebé” de vegetais e a prevenção de doenças

Estudo da Universidade de Vila Real

10 julho 2014
  |  Partilhar:

O consumo de “folhas bebé” de alface, agrião, rúcula e acelga em saladas e sumos pode ajudar a prevenir o desenvolvimento de doenças como a obesidade, a hipertensão, diabetes ou processos cancerígenos, defendem os investigadores da Universidade de Vila Real.
 

“Verificámos que as diferentes saladas analisadas e em particular as conhecidas como ‘saladas bebé' apresentam entre duas a duas vezes e meia maior concentração de compostos que estão associados à prevenção de processos oxidantes, inflamatórios e cancerígenos”, revelou à agência Lusa o investigador do Centro de Investigação e de Tecnologias Agroambientais e Biológicas (CITAB), da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), Alfredo Aires.
 

Neste estudo, os investigadores analisaram as diferenças entre as folhas bebé e as folhas adultas destes vegetais, como a alface verde ou vermelha, o agrião, a rúcula ou a acelga. Relativamente à rúcula foi constatado que o seu consumo pode prevenir também a ocorrência de doenças gastrointestinais, causadas por bactérias.
 

“Através de ensaios in vitro, encontrámos teores consideráveis de dois compostos, os sulforados gluconasturcina e glucorafanina, percursores de um outro composto, o isotiocianato sulforafano, que tem um elevado potencial contra algumas bactérias causadoras de doenças do tracto gastrointestinal, comprovado por estudos epidemiológicos recentes”, explicou o investigador Alfredo Aires.
 

As folhas bebé apresentam também valores consideráveis de flavonoides (compostos associados a processos antioxidantes), desta forma Alfredo Aires recomenda o aumento do seu consumo através de saladas e sumos.
 

A sopa também é uma opção a ter em conta pois “apesar do processo térmico de cozedura poder destruir algum destes compostos, tem a particularidade de preservar vitaminas e sais minerais na água de cozedura”.
 

As recomendações da equipa multidisciplinar têm como suporte vários projetos de investigação, entre os quais o estudo inédito da atividade antibacteriana de alface verde e vermelha, agrião, rúcula e acelga quando incorporados numa dieta alimentar diária.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.