“Empregabilidade e Esclerose Múltipla”

Maioria dos pacientes está inativa

12 novembro 2012
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A maioria dos pacientes com esclerose múltipla está inativa, segundo um estudo realizado pela empresa de investigação aplicada Spirituc sobre “Empregabilidade e Esclerose Múltipla”.
 

Após a realização de 482 questionários, o estudo apurou que para a maioria dos inquiridos, 56%, o diagnóstico de esclerose múltipla “produziu alterações na situação profissional”. Estas alterações, “tiveram maior intensidade entre os indivíduos mais velhos, com menor escolaridade, com diagnósticos mais antigos da doença, que têm limitações induzidas pela doença ou usam recursos de apoio”, dá conta o documento ao qual a agência Lusa teve acesso.
 

As alterações mais frequentes produzidas pela esclerose múltipla, identificadas no estudo, foram a necessidade de passagem à reforma - metade dos indivíduos que registou alterações na vida profissional reformou-se -, mudança das tarefas profissionais, adaptação do posto de trabalho, a baixa médica ou a redução de horário.
 

Quanto aos doentes ativos, 42,5 % apontaram alterações na vida profissional induzidas pela doença, entre as quais mudanças de tarefas, adaptações do posto de trabalho e redução do horário.
Dos indivíduos inativos, 41,5 % foi despedido ou reformou-se, 33,2% desistiu, por falta de capacidade para trabalhar, e 15,7% atingiu o limite de baixa por doença.
 

O estudo refere ainda que, entre os desempregados, predominam os desempregados de longa duração (75,8 %). Quanto aos reformados, 41,1% concordou com a reforma e 38,4% admite que foi forçado a reformar-se.
 

A esclerose múltipla é uma doença neurológica inflamatória do Sistema Nervoso Central que surge habitualmente no jovem adulto, com idades compreendidas entre os 20 e os 50, anos, e afeta as mulheres duas vezes mais do que os homens.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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