“Dieta Mediterrânica – Uma herança milenar para a humanidade”

Livro apresentado amanhã

17 dezembro 2014
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A obra “Dieta Mediterrânica – Uma herança milenar para a humanidade”, que vai ser apresentada amanhã, em Lisboa, é para o seu autor “mais do que um padrão alimentar, é um modelo cultural de inestimável valor”.
 

Segundo a notícia avançada pela agência Lusa, a dieta mediterrânica foi inscrita em dezembro do ano passado, pela UNESCO, na lista do Património Cultural Imaterial da Humanidade.
 

De acordo com o seu autor, Jorge Queiroz é o “reconhecimento universal de um dos mais saudáveis padrões alimentares, que através da sábia combinação de alimentos como os cereais e os legumes, os frutos secos e o peixe, há muito demonstrou a sua eficácia na prevenção de doenças, pelo efeito protetor que oferece”.
 

Jorge Queiroz argumenta que a dieta traduz, sobretudo, "a vivência quotidiana de uma cultura sedimentada pelos séculos”.
 

Os benefícios da dieta mediterrânica começaram a ser divulgados nos anos 50 do século passado, através dos estudos do fisiologista norte-americano Ancel Keys, mas Jorge Queiroz salienta a importância do “modo de vida que lhe está subjacente”.
Este modo de vida corresponde a um “modelo cultural evolutivo, que se adaptou a diferentes contextos geoclimáticos, históricos e culturais” e que é analisado nesta obra de 260 páginas, com fotografias de Luís Ramos, editada pela Althum.
 

Segundo a editora, nesta obra, Jorge Queiroz “convida a conhecer os traços identitários do mundo mediterrânico, desde as suas cidades, pontilhadas por praças que são espaços de luz e partilha comunitária, até à sacralização de certos alimentos, como o pão, o azeite e o vinho”.
 

“Tais alimentos, de secular importância nas economias do espaço mediterrânico, possuem igualmente um marcado pendor espiritual, tendo dado origem a festividades cíclicas que chegaram aos nossos dias”, acrescenta a Althum em comunicado.
 

O autor acrescenta que o interesse pela dieta mediterrânica “não é a nostalgia do retorno a economias de subsistência ou a busca de um paraíso terrestre de vidas solares em mares azul-turquesa”.
 

Também não é, acrescenta, “uma ‘mezinha’ para os sérios riscos socio-ambientais que a humanidade enfrenta”, mas pode “ajudar a reabilitar comportamentos e práticas de proteção da biodiversidade, de agricultura sustentável, de estilos de vidas saudáveis, de cooperação entre as pessoas e respeito pelas culturas locais”.
 

O autor defende todavia que este regime alimentar, volta a dar importância “ao convívio em torno da mesa, uma tradição em tudo avessa ao conceito de ‘fast-food’ que a vida moderna pretende impor”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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