“Dá-nos 5 minutos e nós damos-te 1 vida”

Rastreio gratuito para avaliação dos fatores de risco de morte súbita

29 fevereiro 2012
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A avaliação dos fatores de risco de morte súbita entre os jovens é o objetivo de um rastreio gratuito que teve início esta semana em Coimbra e que visa evitar situações que são detetáveis e têm “tratamento eficaz”.

 

O projeto SCDSOS (Sudden Cardiac Death Screening Of risk FactorS) pretende avaliar os fatores de risco de morte súbita de toda a população estudantil da cidade de Coimbra e arrancou ontem, oficialmente, com uma série de ações de rastreio destinadas aos jovens com idades compreendidas entre os 18 e os 35 anos.

 

Em declarações à agência Lusa, o coordenador do projeto, Rui Providência, revelou que “a morte súbita cardíaca está entre as cinco principais causas de morte nos jovens. Muitas vezes, as patologias subjacentes são facilmente detetáveis por eletrocardiograma ou avaliação clínica, e possuem tratamento eficaz. Assim sendo, grande parte destas mortes seria evitável se fossem realizados rastreios a esta população”.

 

O cardiologista do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra disse à agência Lusa que “grande parte destas situações são detetáveis” e suscetíveis de serem controladas através de tratamento. "A deteção ajuda a salvar vidas", frisou Rui Providência.

 

O rastreio, que começou ontem e que se prolonga até sexta-feira na Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC - pólo A), consiste na realização de um eletrocardiograma e no preenchimento de um questionário informatizado.

 

De acordo com o especialista, “uma ação idêntica foi realizada em desportistas italianos e os casos de morte súbita cardíaca diminuíram 90% nos últimos anos”.

 

Numa nota sobre o projeto, que decorre com o mote “Dá-nos 5 minutos e nós damos-te 1 vida”, é referido que se estima que, numa população de 20 mil jovens entre os 18 aos 35 anos, se encontrem cerca de 60 casos que justificam acompanhamento médico especializado em cardiologia.

 

Uma vez que grande parte destas doenças tem base genética, a descoberta de um caso num destes jovens pode salvar quer a sua vida, quer a vida de outros familiares atingidos, acrescentou ainda Rui Providência.

 

Os próximos rastreios decorrem de 5 a 9 de março na ESEnfC (pólo B) e de 12 a 16 de março na Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra.

 

O projeto SCDSOS pretende ainda "compreender quantas vidas podem ser salvas se esta ação fosse de âmbito nacional".

 

Os locais do rastreio, a decorrer nos próximos seis meses na região de Coimbra, serão atualizados em www.facebook.com/SCDSOS.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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