“Cozinha Dietética”

Iniciativa da Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal

06 fevereiro 2012
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Os diabéticos vão ter oportunidade de aprender, já no final deste mês, a confecionar alimentos de uma forma mais saudável e consequentemente a controlar melhor esta doença que atinge cerca de um milhão de portugueses, através da frequência em cursos ministrado por chefes de cozinha.

 

Este novo projeto denominado “Cozinha Dietética”, é uma iniciativa da Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal (APDP) e é constituído por cursos teóricos e práticos que são destinados sobretudo a profissionais de saúde e a doentes, que assim poderão aprender a confecionar refeições mais saudáveis, revelou à agência Lusa o presidente da APDP, Luis Gardete.

 

No entanto, “qualquer pessoa se pode inscrever e participar, uma vez que a base destes cursos é a prevenção e a educação para a saúde”.

 

“A diabetes tem aumentado de forma explosiva e aumenta porque as pessoas mudaram os hábitos de vida, fazem uma alimentação completamente diferente da que se fazia há anos atrás e mexem-se pouco. Engordam e comem alimentos de elevado teor calórico e sem fibras”, explicou Luis Gardete.

 

Através do ensino da escolha dos alimentos, da avaliação das porções e da forma mais saudável de os confecionar, as pessoas podem passar a desenvolver essa alimentação nas suas próprias casas, acrescentou o presidente da APDP.

 

O responsável esclareceu que, excetuando o açúcar, o diabético pode comer de tudo desde que equilibradamente e nas quantidades corretas, pois o pâncreas destes doentes não tem capacidade de processar os açúcares, e uma dose exagerada de hidratos de carbono, por exemplo, resultam numa subida da glicemia.

 

“Se as pessoas tivessem uma vida saudável, a diabetes tipo 2, a mais comum, reduzia-se para a metade”, disse Luis Gardete, acrescentando que em Portugal “existem cerca de 1 milhão de pessoas com diabetes, cerca de 400 mil das quais sem diagnóstico feito”.

 

“Uma parte importante destas pessoas tem excesso de peso ou obesidade”, uma realidade que se agravou nos bairros mais pobres, onde a população procura alimentos mais baratos que dão imediata sensação de saciedade, como as batatas fritas, a ‘fast food’ e os refrigerantes, alimentos com alto valor calórico com muitos hidratos de carbono de absorção rápida.

 

Os cursos começam no final do mês e são programados pelo ano inteiro. Embora não esteja ainda totalmente definido, à partida serão gratuitos para os doentes e pagos para as outras pessoas, embora a um preço “não significativo”, apenas para “suportar as despesas”, esclareceu.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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