“Burnout” afeta todos os trabalhadores no contexto hospitalar

Estudo do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto

05 abril 2018
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Um estudo concluiu que a síndrome de “burnout” afeta todos os profissionais que trabalham em hospitais, independentemente da função que desempenham, anunciou a agência Lusa.
 
Os investigadores da Unidade de Investigação em Epidemiologia, do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP) defendem, por isso, que os programas que visem reduzir os níveis de “burnout” nesta população devem ter em consideração todas as categorias profissionais, e não apenas os profissionais de saúde que lidam de forma mais direta com os doentes.
 
A síndrome de “burnout” é um estado de fadiga física e mental cuja causa está intimamente ligada à vida profissional e que engloba três dimensões: exaustão emocional, despersonalização e falta de realização pessoal.
 
A investigação surgiu para tentar colmatar a falta de informação sobre a prevalência do “burnout” em profissionais hospitalares cujas funções não estavam diretamente ligadas ao tratamento da doença.
 
Ana Henriques, investigadora do ISPUP, explicou que “a síndrome do “burnout” era mais frequentemente avaliada em médicos e enfermeiros, havendo menos evidência sobre a sua prevalência em outras categorias profissionais que trabalham em contexto hospitalar”.
 
Além de procurar avaliar a prevalência de “burnout” em cinco categorias de profissionais do contexto hospitalar (auxiliares de ação médica, enfermeiros, técnicos superiores de saúde e de diagnóstico e terapêutica, administrativos e médicos), a investigação tentou também perceber em que medida é que a categoria profissional se associa a níveis elevados de “burnout”.
 
Participaram no estudo 368 profissionais hospitalares, que responderam a um questionário via e-mail.
 
“Entre os médicos, enfermeiros e técnicos administrativos, verificámos um risco elevado de ‘burnout’ em proporções muito semelhantes. Contudo, isso não significa que os motivos que levam ao ‘burnout’ sejam os mesmos”, diz a investigadora, que sublinha a necessidade de estudos complementares que avaliem as causas desta síndrome.
 
Ao nível de políticas de saúde pública, o estudo sublinha que “os programas futuros que visem reduzir os níveis de ‘burnout’ em ambientes hospitalares devem ter em linha de conta todas as categorias profissionais e as especificidades de cada uma delas”.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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