“Auxiliares de decisão” ajudam homens a decidir sobre rastreio do cancro da próstata

Estudo conduzido pelo CINTESIS

11 outubro 2018
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A disponibilização de informações de saúde de qualidade, através de “auxiliares de decisão”, sob diferentes formatos, como internet, aplicações, vídeos ou panfletos, ajudam homens a decidir sobre rastreio do cancro da próstata, revela um estudo divulgado pela agência Lusa.
 
O estudo foi desenvolvido por investigadores do CINTESIS – Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde, que efetuaram uma síntese estatística dos mais importantes trabalhos realizados sobre este tema.
 
Os “auxiliares de decisão” são ferramentas baseadas na evidência científica, desenhadas com o objetivo de apoiar o processo de decisão por parte do paciente, no que se refere à sua saúde, e podem ser implementados em diferentes formatos (internet, papel, vídeo).
 
Neste processo de decisão médica partilhada, o doente compreende o risco e gravidade da doença a ser prevenida e é informado dos riscos, benefícios, alternativas e incertezas do teste, devendo ponderar estes dados à luz dos seus valores pessoais.
 
A presente revisão sistemática e meta-análise pretendeu comparar o impacto dos “auxiliares de decisão” baseados na internet com outros formatos para o apoio à decisão de rastreio do cancro da próstata.
 
“Os resultados comprovaram que os ‘auxiliares de decisão’ na internet melhoram o conhecimento sobre o rastreio do cancro da próstata, diminuem o conflito decisional e fomentam um papel ativo do doente na decisão”, explica Sofia Baptista, primeira autora deste trabalho.
 
Embora os resultados revelem um desempenho semelhante dos diferentes formatos, o investigador Carlos Martins, que coordenou esta investigação, considera que os “auxiliares de decisão” baseados em ferramentas “web” poderão ser os mais indicados para aumentarem a capacidade de os homens participarem no processo de decisão relativamente à realização do teste PSA (Antígeno Prostático Específico).
 
O rastreio do cancro da próstata através do PSA, dirigido a homens assintomáticos e sem fatores de risco, é uma das situações em que é advogada a decisão partilhada, uma vez que apresenta vantagens (diminuição da mortalidade, ganho de anos de vida), mas também riscos (diagnóstico de cancros que podem ser inócuos; riscos do tratamento, como disfunção erétil ou incontinência urinária).
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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