“Aquém e Além do Cérebro”

Simpósio organizado pela Fundação Bial

27 março 2012
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“Aquém e Além do Cérebro” é nome do simpósio que vai ter início na próxima quarta-feira, no Porto, o qual abordará temas como a interligação entre sono, sonhos e vida social.

 

O simpósio, organizado pela Fundação Bial, irá analisar e discutir sobre “Sono e Sonhos” com o intuito de esclarecer questões como: “Porque se dorme? O que se passa no corpo humano quando se dorme? Qual a influência do sono (ou sua ausência) na sociedade? Porque se sonha? ou “O que representam os sonhos?”.

 

O neurocientista Alexandre Castro-Caldas,que integra a Comissão Organizadora, revelou à agência Lusa que de todos os simpósios, que a Bial tem realizado, este é capaz de ser o mais interessante para o público porque, de facto, está a lidar com funções que são muito difíceis de perceber e porque as pessoas têm imensos mitos sobre o sonho e sobre o sono”.

 

“Se temos consciência do sonho é porque não estamos a dormir bem. Todos nós sonhamos, mas o sonho ocorre numa fase que não devia permitir que a informação chegasse ao nível consciente", explicou.

 

Relativamente à influência que a crise pode ter na qualidade do sono e no sonho, o neurocientista explicou que “pode ter influência porque as pessoas deprimem. Isso causa alterações emocionais e quando as pessoas deprimem alteram os mecanismos do sonho”.

 

“Todos os ritmos próprios do sono se alteram quando há ansiedade ou quando há depressão. E eu acho que há neste momento muitas pessoas a sofrer muito e que devem estar a dormir mal e a privação de sono tem complicações grandes, porque as pessoas têm sonolência diurna, têm mais desastre de automóvel, têm defeito de memória entre outros problemas”, acrescentou.

 

A insónia será o tema central da intervenção de Eus van Someren, diretor do Departamento do Sono e Cognição do Instituto Holandês para a Neurociência, que considera que apesar de a insónia “constituir o principal fator de risco para o desenvolvimento de transtornos psiquiátricos, a compreensão dos seus mecanismos cerebrais é muito limitada”.

 

Dados recentes indicam que 10 por cento da população mundial tem insónia crónica, fruto de doença, desgosto e stresse, entre outros fatores decisivos para a qualidade do sono.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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