“Acredita, eu consigo”

Campanha de sensibilização para a trissomia 21

21 março 2013
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Um grupo de pais de jovens com trissomia 21 lançou esta semana uma campanha de sensibilização sobre a capacidade destes deficientes de terem empregos e salários equivalentes, defendendo as vantagens para o Estado em tempo de crise.
 

A campanha com o tema “Acredita, eu consigo” tem como objetivo combater os preconceitos contra estas pessoas, além de mostrar o seu potencial enquanto trabalhadores, explicou à Lusa um dos membros da associação, Marcelina Souschek.
 

Os anúncios serão lançados nas principais cidades do país e apresentam 10 casos de crianças e jovens que mostram o que fazem e são capazes de fazer.
 

“Queremos com esta campanha, mais do que sensibilizar, mudar mentalidades, provocar no público e nas empresas a reflexão sobre a capacidade e a responsabilidade de cada agente económico e social gerar oportunidades para as pessoas com trissomia 21”, explicou a mesma responsável.
 

“Os agentes económicos também têm a capacidade de gerar oportunidades e estas oportunidades vão criar um projeto de vida”, defendeu a responsável da associação Pais 21.
 

Este ano, a associação quis focar-se sobretudo nos jovens deficientes à procura de trabalho, que, tal como todos na sua faixa etária, se debatem com muito maiores dificuldades por causa da crise económica.
 

“É evidente que a crise é transversal e afeta também as pessoas com deficiência. O grande problema aqui é que estas são pessoas mais vulneráveis”, afirma Marcelina Souschek, sublinhando que os cortes financeiros que estão a ser feitos reduzem os apoios necessários às pessoas que têm esta doença.
 

“Todos estes cortes fazem com que os miúdos tenham menos apoios e com que os pais já não tenham dinheiro para pagar – já que o Estado comparticipa pouquíssimo – por um acompanhamento”, criticou.
 

“Isto não funciona pegando num jovem que vai iniciar um emprego e levando-o para lá para que ele se resolva, como outro jovem. É preciso um acompanhamento inicial”, lembra Marcelina Souschek, sublinhando que empregar jovens com trissomia 21 também vai poupar dinheiro ao Estado.
 

“Deixa de haver jovens em instituições, que não estão a fazer nada, que sofrem depressões ou outras doenças mentais, e passamos a ter jovens ativos, saudáveis, que saem e que têm amigos”, afirmou.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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