“Acabe com as quedas para a desgraça”

Campanha da Associação para a Promoção da Segurança Infantil

19 novembro 2014
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A Associação para a Promoção da Segurança Infantil lançou esta semana uma campanha com o mote “Acabe com as quedas para a desgraça” que pretende alertar para o problema das quedas nas crianças, que causaram 109 mortes nos últimos 14 anos.
 
“Estamos a falar de uma causa de morte importante”, disse à agência Lusa a presidente da Associação para a Promoção da Segurança Infantil (APSI), Sandra Nascimento, lembrando as mais de 100 crianças e jovens que morreram vítimas de uma queda e as 60.500 que tiveram de ser internadas neste período.
 
De acordo com um estudo divulgado pela APSI “as quedas são a maior causa de idas às urgências e de internamentos, representando 4% das mortes acidentais com crianças e jovens” em Portugal.
 
O estudo refere ainda que 30% das mortes (em que a origem do acidente é conhecida) resultaram de quedas de alturas elevadas de edifícios e outras construções, nomeadamente de janelas e varandas sem proteção adequada, tendo a maioria das vítimas menos de nove anos.
 
Através desta campanha de sensibilização, a associação pretende atingir “públicos distintos”, como as famílias e os professores, mas também projetistas, construtores, o poder local e central. Pretende informar as famílias para que “possam avaliar se as suas varandas, as suas janelas, os seus terraços estão devidamente protegidos”, mas também “quem projeta e quem constrói” para que adote “as melhores práticas de construção no sentido de que as casas, as escolas, os edifícios possam ser seguros para a criança”, explicou Sandra Nascimento.
 
O poder local e central também são alvo desta campanha no sentido de poderem harmonizar os regulamentos e os requisitos que existem e que “diferem muita vez de ponto do país para ponto do país no que diz respeito às guardas para as varandas”.
 
De acordo com a Organização Mundial de Saúde, seria possível, através da criação de ambientes e de produtos seguros, evitar em cerca de 90% as mortes na Europa, onde anualmente morrem 1.500 crianças e jovens até aos 19 anos na sequência de uma queda.
 
“Já há medidas que comprovadamente podem reduzir a ocorrência deste tipo de acidentes”, que ocorrem mais em casa e na escola. O que aparentemente acontece é que existe “falta de conhecimento” de quais os requisitos que uma construção deve ter para “ser segura na proteção contra as quedas”.
 
Nesse sentido, defendeu que a norma portuguesa para guardas para edifício, criada em 2009, seja sempre utilizada como um instrumento técnico no projeto, na construção e na reabilitação dos edifícios.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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