“Sistema está desarticulado” e especialidades em falta podem cobrar o que querem

Críticas do bastonário da Ordem dos Médicos

08 maio 2008
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O bastonário da Ordem dos Médicos traça um panorama negro do serviço de saúde, onde identifica uma “total desarticulação” num sistema que "não tem outro remédio" senão pagar a determinados médicos especialistas o que estes exigem.
 

 

Em entrevista dada Lusa, Pedro Nunes atribui a desarticulação do sistema a políticas que começaram quando António Correia de Campos foi ministro da Saúde durante o governo de António Guterres. “A evolução foi sempre no sentido de criarmos o dito mercado: hospitais transformados em empresas, contratos individuais de trabalho”.
 

 

O resultado foi, segundo o bastonário, a “desarticulação”, e dá o exemplo das discrepâncias salariais que se encontram num serviço de urgência. “Quem chega a uma urgência encontra médicos a ganhar 10 euros à hora, outros 18 e outros 100”, o que “cria um enorme desconforto”, pois “uma coisa é uma pessoa ganhar mais porque faz mais horas e outra é um médico com 30 anos de carreira ganhar pouco mais de 1.200 euros por mês e ao lado haver outro que ganha 60 mil”, disse.
 

 

Pedro Nunes não vaticina um final feliz: “Isto pode atingir pontos de ruptura do sistema”, se os médicos tiverem de escolher entre o público e o privado. E aproveita para ressalvar que “não foram os médicos a reivindicar isto”.
 

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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