“Gravidez e Doença Afectiva: um encontro possível”

Colóquio reúne futuras mães

02 novembro 2006
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Os riscos decorrentes da doença psiquiátrica numa gravidez determinam o uso de medicação, mas levam também os especialistas a concluir que o apoio social, familiar e do cônjuge são fundamentais para garantir a saúde da criança, principalmente em possíveis períodos de descompensação da mãe.
 

 

O colóquio realizado recentemente na Associação de Apoio a Doentes Depressivos e Bipolares (ADEB), em Lisboa, permitiu a doentes e familiares compreenderem melhor os riscos e as necessidades de vigilância que imperam numa situação de gravidez e no período pós-parto em mães com doença afectiva.
 

 

De acordo com a Helena Esteves, psiquiatra no Hospital do Barreiro e oradora no colóquio, “a gravidez é sempre uma situação de ansiedade e de risco potencial para qualquer mulher".
 

 

"No caso da doente bipolar e seu filho, os riscos são ainda maiores. Um aconselhamento informado do casal, e uma gravidez planeada e apoiada antes, durante e depois, do ponto de vista médico, conjugal e familiar, são essenciais para a redução dos riscos ao mínimo.”
 

 

As alterações medicamentosas constituem também uma vincada preocupação. Embora os tratamentos interfiram, com maior ou menor intensidade, no desenvolvimento do feto, principalmente no primeiro trimestre da gravidez, a paragem abrupta dos medicamentos pode provocar sintomas tão graves quanto a toma indiscriminada dos mesmos.
 

 

Por esta razão, as doentes são aconselhadas a consultarem o seu médico Psiquiatra de imediato, que poderá com segurança efectuar correcções na medicação.
 

 

MNI-Médicos Na Internet

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