“Diga ao seu médico que o Colesterol é inocente”

Médico francês defende teoria

18 junho 2007
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O cardiologista e investigador francês Michel de Lorgeril publicou na semana passada um livro no qual critica a "medicação automática" contra a lipoproteína de baixa densidade (LDL) ou "mau colesterol”.
 

 

"O colesterol não obstrui as artérias; o risco de morrer de Enfarte do Miocárdio não é proporcional ao nível de colesterol presente no sangue e fazê-lo baixar não reduz o risco de morrer de paragem cardíaca", assegura Lorgeril numa entrevista publicada na semana passada no jornal “Le Monde”.
 

 

O cardiologista e nutricionista francês é investigador no Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS). No livro “Dites à votre médecin que le cholestérol est innocent il vous soignera sans médicament”, o especialista afirma não ser o único a defender esta tese.
 

 

Lorgeril que é professor na universidade de Grenoble explica que muitos outros cientistas, em particular nos EUA e na Escandinávia, também se opõem "a esta corrida louca da medicina preventiva centrada numa guerra inútil contra o Colesterol", que fica desautorizada quando "são cientificamente analisados dados de biologia experimental, de epidemiologia e os testes clínicos computorizados".
 

 

O cientista argumenta que, os pacientes ao se centrarem na prevenção do colesterol pela prescrição farmacológica, omitem os problemas que conduzem ao Enfarte do Miocárdio. "Alguns acham que podem continuar a comer gorduras tóxicas e a fumar, porque consomem estatina (o fármaco mais popular nesta área)”, ressalta.
 

 

Para o médico, uma avaliação do risco ao nível individual, "deve ter em conta prioritariamente os antecedentes familiares e o modo de vida do paciente. É preciso agir sobre os grandes factores de risco, que são o tabaco, a falta de exercício físico e os hábitos alimentares".
 

 

Lorgeril ataca o que chama de "teoria do Colesterol", segundo a qual a presença em excesso da substância está na origem dos Enfartes do Miocárdio. De acordo com o especialista, a teoria é responsável pelo facto de haver em França seis milhões de pessoas a receber tratamento com estatina. Para o médico, isso beneficia a indústria farmacêutica, o sector agro-industrial, laboratórios de análise, fabricantes de testes, os quais "podem encontrar vantagens neste medicamento automatizado e remunerador".
 

 

MNI- Médicos Na Internet

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