“A Sexualidade, a Igreja e a Bioética”

Livro do Ginecologista-obstetra Miguel Oliveira da Silva

07 novembro 2008
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A condenação pela Igreja Católica do uso de anticoncepcionais e técnicas de reprodução assistida tornou as pessoas “mais infelizes” e afastou-as da instituição, defende o médico Miguel Oliveira da Silva no livro “A Sexualidade, a Igreja e a Bioética”, lançado esta semana.
 

 

Ginecologista-obstetra e membro do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida, Miguel Oliveira da Silva escreveu o livro por ocasião do 40º aniversário da “Humanae Vitae”, a encíclica papal que, além de expressar uma visão sobre a sexualidade humana, condena os métodos contraceptivos “artificiais”.
 

 

Em entrevista à agência Lusa, o médico explicou que a forma como a Igreja Católica tem tratado, nos últimos 30 a 40 anos, muitas questões de sexualidade humana não é a “mais correcta”. “Em vez de ajudar a fazer as pessoas felizes, tem ajudado a fazê-las infelizes, e eu acho que não é para isso que serve a Igreja Católica”, disse.
 

 

O também professor de Ética Médica e Bioética na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa defendeu a necessidade de uma “reflexão” sobre a forma como a Igreja encara questões como os métodos de contracepção, a pílula e o preservativo, as relações sexuais antes do casamento e os divorciados católicos e o casamento dos padres.
 

 

Para o médico, católico, a posição crítica da Igreja sobre a sexualidade humana está na base da decisão de milhares de crentes abandonarem a Igreja Católica Romana e a prática dos seus sacramentos.
 

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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