Coriza

Artigo de:

Dra. Elisa Proença Fernandes - Pediatra - 03-Mai-2001

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O que é?

Apesar de não existir uma definição precisa para a constipação comum, esta é caracterizada por espirros, obstrução nasal e rinorreia (“pingo”) de quantidade e aspecto variáveis.

 

Quais os agentes mais frequentes?

Os agentes principais são os rhinovírus, embora outros vírus possam ser responsáveis.

 

Como prevenir?

Do ponto de vista prático o melhor é prevenir e nesta altura do ano evitar aglomerados populacionais em ambientes fechados, como sejam os centros comerciais, actualmente locais de eleição para passeios familiares aos fins de semana. Aproveite os dias melhores e passeie ao ar livre sempre que possível. Não existem ainda vacinas para as constipações e a única forma de as tentar evitar é proteger as crianças, especialmente as mais novas nas quais as complicações podem ser relativamente graves, dos indivíduos doentes.

 

Como se manifesta?

Para além dos sintomas respiratórios pode haver dor de garganta, tosse e manifestações gerais como a febre (geralmente inferior a 39ºC), diminuição do apetite e mal-estar geral. Habitualmente o quadro febril dura desde algumas horas a 3 ou 4 dias, mantendo-se a rinorreia e a tosse mais tempo. O reaparecimento da febre pode resultar de uma sobreinfecção bacteriana, pelo que a criança deve ser reavaliada. A complicação mais vulgar, especialmente nos bébés mais pequenos é a otite média aguda, sendo no entanto, também frequente o envolvimento do aparelho respiratório inferior por exemplo com aparecimento de bronquiolite ou pneumonia.

 

Qual o tratamento?

O tratamento é sintomático, ou seja dirigido às manifestações; a desobstrução nasal é muito importante pois interfere com as refeições e com o sono da criança e deve ser conseguida com soro fisiológico seguida da aspiração de secreções, com um cotonete ou com um aspirador nasal. Pontualmente, nas crianças mais velhas se a obstrução for muito marcada pode ser necessário recorrer a gotas nasais de um vasoconstrictor por um curto período de tempo. A hidratação das secreções pode ser obtida com um ambiente húmido, por exemplo com vapor de água na casa de banho ou com nebulizações se for necessário. Os antibióticos não têm lugar no tratamento da coriza, excepto se houver uma complicação bacteriana como por exemplo otite média aguda. Os anti-histamínicos continuam a ser controversos, contudo os resultados nas crianças com risco alérgico parecem melhores.

Artigo de:

Dra. Elisa Proença Fernandes - Pediatra - 03-Mai-2001



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