Claudicação intermitente dos membros inferiores por doença arterial obstrutiva

Artigo de:

Dr. Galharno Rodrigues - Cirugião vascular - 27-Abr-2009

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O que é?

A claudicação intermitente de um membro inferior (perna) é uma dor que surge tipicamente quando os músculos dessa extremidade são exercitados, por exemplo, quando a pessoa caminha, e pode ser localizada em zonas diferentes do membro (barriga da perna, coxa ou região nadegueira).
 

Geralmente inicia-se após um período de tempo de exercício continuado, com uma velocidade de marcha e uma inclinação do terreno variáveis, e desaparece quando o exercício é interrompido.
 

Este sintoma é causado por deficiente irrigação sanguínea dos músculos durante o exercício, actividade que provoca um aumento das necessidades de oxigénio e de nutrientes.
 

Em situações normais, o organismo é capaz de aumentar o débito sanguíneo (volume de sangue circulante por minuto) de modo a responder a esse aumento das necessidades metabólicas. Mas, quando na presença de estenoses (estreitamentos) ou oclusões (entupimentos) das artérias principais do membro, essa compensação deixa de ser possível e aparece a dor (doença arterial obstrutiva).
 

Na grande maioria dos casos, as estenoses arteriais são causadas por aterosclerose, isto é, alterações da parede das artérias com deposição de lipídeos, que provocam o seu estreitamento progressivo e, eventualmente, oclusão total, um pouco como se fosse ferrugem num cano de ferro.

 

Factores de risco

Os factores de risco da claudicação intermitente são os factores de risco da aterosclerose: tabagismo, hipertensão arterial, excesso de lipídeos plasmáticos (gorduras no sangue aumentadas) e a diabetes.

 

Tratamentos

Médico:
 

Controlo dos factores de risco - abstenção do tabaco, tratamento da hipertensão arterial, dieta para reduzir os lipídeos plasmáticos, exercício físico, controlo da diabetes.

 

Medicamentos:
 

Reduzir a agregação das plaquetas
 

Outros medicamentos hemorreológicos (“fluidificar”) o sangue
 

Diminuir o colesterol no sangue

 

Cirúrgico:
 

É o único capaz de reverter a situação, tornando o doente assintomático.
 

Dependendo da localização da obstrução, da distribuição da doença e das condições do doente, há diversas intervenções que poderão ser realizadas, desde a dilatação da zona apertada por intermédio de um cateter especial, até à colocação de tubos, feitos com veia do doente, ou sintéticos (bypass), que permitam ultrapassar a zona estreitada ou ocluída, restabelecendo a irrigação sanguínea.

Artigo de:

Dr. Galharno Rodrigues - Cirugião vascular - 27-Abr-2009



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