Amigdalofaringite aguda

Artigo de:

Dra. Elisa Proença Fernandes - Pediatra - 27-Abril-2001

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O que é?

Embora na maioria das infecções que comprometem o aparelho respiratório superior haja algum atingimento da faringe, pode existir um quadro de inflamação só da faringe ou só das amígdalas ou mais frequentemente de amigdalofaringite.

 

Qual a frequência?

Esta é uma doença rara no primeiro ano de vida, aumentando posteriormente a sua incidência até um pico máximo entre os 4 e os 7 anos.

 

Quais as causas?

Na maior parte dos casos os agentes infecciosos são vírus (adenovírus, influenza, parainfluenza, Epstein-Barr, etc.). A bactéria mais vezes implicada na amigdalofaringite aguda é o chamado Estreptococo b hemolítico do grupo A, que mesmo assim representa apenas cerca de 15% dos casos.

 

Como se manifesta?

Muitas vezes torna-se, no entanto, difícil saber se estamos perante uma infecção vírica ou bacteriana, pois muitos dos sintomas são semelhantes. Geralmente no primeiro caso o início costuma ser gradual e as manifestações são menos exuberantes, havendo muitas vezes outras queixas associadas como pingo, rouquidão, tosse e conjuntivite (olhos vermelhos). A amigdalofaringite bacteriana, mais frequentemente estreptocócica surge geralmente em crianças acima dos 3 anos, com febre muitas vezes elevada (40º), mal-estar e dor de garganta, sendo também a dor abdominal uma queixa comum. Normalmente a amigdalofaringite de causa vírica não tem complicações, embora possa surgir otite média aguda (OMA). Se a infecção for estreptocócica as complicações podem ser piores, nomeadamente o abcesso periamigdalino, também a OMA, febre reumática ou raramente meningite.

 

Qual o tratamento?

O tratamento destas situações difere no que respeita à administração de antibiótico nos casos de causa bacteriana, sendo a penicilina o fármaco de eleição, pois para além de encurtar a duração da doença também evita o desenvolvimento de febre reumática; o restante tratamento é semelhante e consiste essencialmente na hidratação da criança, devendo-se oferecer líquidos à vontade e no alívio da dor e da febre com paracetamol. De uma forma geral as indicações para amigdalectomia (remoção cirúrgica das amígdalas) são infecções recorrentes resistentes ao tratamento médico, obstrução grave ou suspeita de neoplasia (tumor).

Artigo de:

Dra. Elisa Proença Fernandes - Pediatra - 27-Abril-2001



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