Rugas entre os 40 e os 50 anos podem indicar saúde dos seus ossos
15 junho 2011
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As rugas são normais e acompanham o processo de envelhecimento, mas apresentar a pele com muitas entre os 40 e os 50 anos pode ser sinal de uma menor densidade mineral óssea, o que coloca a mulher em risco de fracturas ósseas. O estudo, apresentado na reunião da Endocrine Society, em Boston, foi liderado por Lubna Pal, endocrinologista da reprodução na Yale School of Medicine, Connecticut, EUA.

 

Um estudo recente, feito nos EUA, e publicado nos "Archives of Dermatology", verificou, junto de um grupo de jovens, que disseram deixar de ir ao solário quando os investigadores lhes disseram que esta prática fazia rugas. Curioso é que as jovens temiam mais as rugas que o próprio cancro da pele, também associado ao uso de solário. Não há como negar, até certa idade, todas as mulheres temem as rugas e tentam atrasar o seu processo.

 

Este novo estudo da Yale School of Medicine foi ainda mais longe e verificou que as rugas podem ser um sinal de alerta para a sua saúde óssea. Para a análise, os investigadores avaliaram 114 mulheres, entre 40 e 50 anos, que estavam no início da menopausa -  pararam de menstruar nos  últimos três anos -  e que nunca tinham sido submetidas a cirurgias plásticas.

 

Para avaliar a pele das pacientes, os cientistas avaliaram a aparência da pele do rosto e do pescoço em 11 pontos - baseando-se no número de rugas e na profundidade das mesmas. A observação foi directa e com aparelho destinado a medir a elasticidade da pele da testa e das faces. Do mesmo modo, a massa e a densidade ósseas foram medidas por ultrassonografia e raios X.

 

Verificaram que as mulheres com rugas mais vincadas apresentaram menor densidade óssea do que as mulheres com rostos mais suaves. Essa relação entre as rugas e a densidade óssea foi evidente em todos os ossos testados pelos investigadores - anca, coluna lombar e calcanhar - e foi independente da idade, percentagem de gordura corporal e outros factores que influenciam a densidade óssea.

 

Ao contrário, uma maior firmeza na pele da testa e da cara foi associada a uma maior densidade mineral óssea. Segundo explicou, em comunicado, a investigadora, os ossos, tal como a pele têm a mesma base: o colagénio, factor que poderá explicar esta relação.

 

"Quantas mais rugas, menor é a densidade óssea diminui, independentemente da idade ou de outros factores que influenciam a formação de massa óssea", aponta a cientista, acrescentando que estes dados "permitirão aos clínicos identificar os riscos de fracturas entre as mulheres pela simples observação visual, economizando, assim, os exames mais caros".

 

Os médicos envolvidos no estudo lembram, contudo, que os resultados são preliminares e que o estudo não está, por enquanto, completo.

 

Paula Pedro Martins
Jornalista

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