Passadeiras

Parece-me essencial motivar ambos os envolvidos,peão e automobilista,para uma alteração de comportamentos nas passadeiras.
Ao peâo pede-se mais cuidado e não esquecer que a passadeira não lhe dá só direitos,dá-lhe também alguns deveres.O peão deve parar e mostrar aos automobilistas que quer atravessar.Há países em que se levanta a mão.Com este comportamento de certeza que o condutor vai parar.O que não deve acontecer é o peão atirar-se para a passadeira obrigando o carro a uma travagem brusca(normalmente o peão ainda lança um olhar reprovador ao condutor...).
O condutor deve facilitar o atravessamento ao peão que sinalizou essa intenção.Devem parar os carros dos dois sentidos .Mesmo que o peão ainda venha na outra faixa, o carro deve parar.
Acho que o nº de atropelamentos diminuiria se todos cumprissem regras e se assumissem os seus direitos mas também os seus DEVERES.
RUI

RE: Passadeiras

Vivi alguns anos na Alemanha e nesse país, as pessoas não levantam a mão para atravessar numa passadeira. Os condutores pura e simplesmente assumem que quando há uma pessoa perto de uma passadeira a pessoa vai atravesar e em consequência param. A pessoa levanta a mão caso não queira atravessar e nesse caso o condutor arranca e segue a sua marcha.
Um tema importante é a localização das passadeiras e a respectiva sinalização (sinais verticais, horizontais e iluminação à noite). Eu penso que por vezes não há qualquer cuidado nessa localização o que, evidentemente põe em risco peões e condutores. Outro aspecto é a efectiva fiscalização das regras de trânsito nas imediações das passadeiras. O estacionamento encostado às passadeiras ou mesmo sobre as passadeiras dificulta a visão a peões e condutores. A velocidade excessiva também é um factor a fiscalizar devidamente.
Mas o factor principal continua a ser uma deficiente educação/formação das pessoas.

Concordo

Concordo perfeitamente com a análise do Roger Rabbit.

Nomeadamente, quando diz que o principal problema é a formação das pessoas. Todavia, se a penalização por um atropelamento fosse maior também ajudava à resolução do problema, no meu entender.

Ainda há dias parei para deixar passar um peão e quase provocava um atropelamento porque o carro ao meu lado não parou e aproveitou até a minha paragem para fazer uma ultrapassagem em cima da passadeira.

A questão da formação das pessoas coloca-se num âmbito geral e respeita não só aos condutores como aos próprios peões. Dão-se muitos atropelamentos porque alguns peões não se dispõe a andar 5-10 metros até uma passadeira e tantos outros porque os condutores não respeitam as passadeiras nem a intenção dos peões.

Se calhar, tudo isto tem muito a ver, por um lado, com uma noção de cortesia que nos falta e, por outro, com outra de tourada que temos a mais.

A má localização das passadeiras é outro ponto importante que referiu muito bem.

Enfim, eu perguntava se alguém tem ideias sobre como organizar uma apresentação de um conjunto de propostas ao Ministério da Administração Interna no sentido de reduzir os atropelamentos e apelava à continuação desta discussão com vista a uma eventual compilação de pontos de vista.

Volto a sublinhar que cerca de 40% das mortes nas estradas portuguesas são por atropelamento.

Um abraço,

M. Jorge Guimarães

Peões lisboetas

Peões lisboetas preparam abaixo-assinado a exigir segurança nas passadeiras

Travagens bruscas, buzinadelas e protestos verbais de
condutores apressados marcaram hoje o atravessamento de uma
passadeira em Lisboa promovido pela Associação de Cidadãos Auto-
Mobilizados, durante o qual foi lançado um abaixo-assinado
destinado ao presidente da autarquia.
Vários transeuntes associaram-se aos elementos da
associação que hoje à tarde, durante cerca de uma hora,
atravessaram de minuto a minuto a passadeira para peões que faz a
ligação entre a Direcção-Geral de Transportes Terrestes e o
Mercado de Entrecampos, na Avenida das Forças Armadas.
O objectivo da acção simbólica foi alertar a opinião
pública e as entidades oficiais para o perigo de atravessar uma
artéria em que os veículos atingem facilmente uma velocidade de
100 quilómetros por hora e onde as passagens para peões estão mal
sinalizadas, disse o presidente da associação, Manuel João Ramos.
A colocação de lombas em todas as passadeiras sem
semáforos, a repintura das passagens com tintas não removíveis e a
colocação de sinalização vertical suficientemente visível são as
principais reivindicações da Associação Cidadãos Auto-Mobilizados.

Fonte:lusa.pt

RE: Peões lisboetas

saudações,

concordo em parte com o sr. Rui, em que existem certos peões (eu por vezes) que dificultam a tarefa ao automobilista, atirando-se para as passadeiras, se tem que haver um respeito pelos automobilistas, tb tem que haver um respeito pelos utentes da passadeira...A meu ver existe um desrespeito entre os dois lados.
Eu com isto não estou a dizer que os culpados são os utentes, os automobilistas tem provavelmente a maior percentagem de culpa.
a uns meses aconteceu um episodio comigo eu ia numa estrada com duas faixas de rodagem, a faixa do lado esquerda estava parada devido ao transito, eu segui na da direita, passo por uma passadeira em que não vi ninguem a passar, em grande parte devido ao transito, ia para ai a 30 km/h, nisto aparece um sr. da autoridade a mandar-me parar para multar, porque não parei na passadeira para os peões passarem.

Jorge Carvalho