Notícias sobre a BSE

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Ministros da Agricultura remetem propostas ...

Os ministros da Agricultura dos Quinze remeteram para os peritos a análise das propostas da Comissão sobre a erradicação da doença das vacas loucas, anunciou hoje a presidência sueca em exercício da União Europeia (UE).

Os ministros não conseguiram chegar ontem à noite a um acordo quanto às medidas a tomar para remediar a situação da BSE.

A Comissão apresentou um plano de sete pontos destinado a evitar um agravamento da descida dos preços da carne de vaca mas, em virtude das profundas divergências entre os Estados-membros, não foi possível chegar à maioria qualificada necessária para a sua adopção.

As propostas da Comissão serão novamente examinadas pelos ministros da Agricultura no próximo Conselho, que se realiza no próximo mês, depois do Comité Especial de Agricultura da UE as estudar.

O Conselho decidiu por outro lado fazer consultas de urgência ao Parlamento Europeu e ao Comité Económico e Social.

No que respeita às ajudas nacionais a criadores de gado em dificuldades, o Conselho assinalou que a Comissão tenciona avaliar as suas situações segundo as normas existentes.

Fonte: Lusa

Portugal contra maioria das medidas...

Capoulas Santos afirmou que está contra a maioria das medidas para o reequilíbrio do mercado da carne bovina em discussão hoje no Conselho de Ministros da Agricultura dos Quinze, em Bruxelas, apesar de concordar com a redução dos prémios para os bovinos machos.

O ministro da Agricultura português não concorda com cinco das medidas propostas pela Comissão Europeia, relacionadas com a redução em 9% do número total de prémios e a substituição dos limites por Estado-membro por tectos individuais para os bovinos machos.

Em declarações aos jornalistas antes do Conselho de Ministros da Agricultura dos Quinze, o responsável português argumentou que a proposta que prevê um limite máximo de 90 animais por exploração elegível para prémios merece a sua concordância, dado ser um tecto próximo do que é aplicado por Portugal.

O ministro português concorda ainda com a redução da densidade de dois para 1,8 animais por hectare, numa perspectiva de aposta na extensificação da produção bovina.

Fonte: Lusa

UE muda critério de contabilidade dos casos de BSE

A Comissão Europeia aceitou o pedido do Governo português de contabilizar os casos confirmados de BSE pela data de abate e não pela confirmação da doença, o que leva a uma transferência de certos casos de um ano para outro.

Esta medida pretende acabar com as disparidades entre Lisboa e Bruxelas na contabilidade dos novos casos de BSE registados em Portugal. Nos dados referentes ao último mês, a Comissão Europeia contabilizou 19 novos casos, enquanto o executivo português contou apenas um.

Os restantes 18 remetem às datas de abate, sendo por isso transferidos para outros meses, o que levou a uma actualização dos dados, principalmente dos últimos três anos.

De acordo com os dados actualizados, foi registado até agora em 2001 um novo caso, 150 no ano passado, 159 em 1999 e 127 no ano anterior, registando-se ainda alterações dos números finais de 1995 e 1996.

Fonte: Lusa

Fim do embargo à carne bovina portuguesa

A Comissão Europeia vai propor formalmente amanhã o levantamento do embargo à carne bovina portuguesa, uma decisão que precisa ainda da luz verde do Comité Veterinário Permanente (CVP).

A votação da proposta de Bruxelas por parte dos veterinários europeus decorrerá a 20 de Março, sendo necessária maioria qualificada para aprovar o documento.
Na última reunião do CVP, alguns Estados-membros levantaram reservas de carácter político à proposta de Bruxelas para o levantamento do embargo às exportações de carne desossada e derivados de Portugal, solicitando mais tempo para se pronunciarem.

A última versão do documento pressupõe o levantamento parcial do embargo às exportações portuguesas, abrangendo a carne dos animais nascidos a partir de 01 de Julho de 1999 e que tenham entre seis e trinta meses. A exportação de animais vivos continuará interdita, à excepção dos touros de lide.

O levantamento parcial do embargo só acontecerá após uma nova inspecção veterinária para verificar a efectiva aplicação das medidas de combate à BSE.

Fonte: Lusa

Cientistas descobrem como a BSE passa para o homem

Cientistas norte-americanos criaram uma proteína infecciosa, do tipo prião, que revelou pistas sobre o modo como a doença das vacas loucas (BSE) contaminou humanos.

A proteína obtida, um híbrido de priões da levedura, tem a capacidade de assumir duas formas infecciosas diferentes, o que lhe permite saltar a barreira que separa as espécies, e infectar outras proteínas de relação afastada.

Os cientistas utilizaram para as suas experiências priões de levedura, semelhantes aos priões dos mamíferos.

Durante o estudo criaram aquilo a que chamam quimera, por conter diferentes partes de animais distintos, neste caso a levedura.

Os investigadores descobriram que esta “quimera” é promíscua, pois é capaz de adoptar uma configuração alternativa, e isso pode explicar um dos grandes mistérios que até agora existiam em torno dos priões, a diversidade de espécies.

Os cientistas acreditam que o estudo deste tipo de priões híbridos pode fornecer indicações fundamentais sobre os passos que levaram os seres humanos a sofrer com uma doença que, em teoria, não deveria ter passado de uma espécie para outra.

Um total de 92 pessoas morreram, até hoje, em consequência da variante de Creutzfeldt-Jakob, a versão humana da BSE.

Fonte: Lusa

Grã-Bretanha reforça controlo às importações ...

A Grã-Bretanha reforçou o controlo às importações de carne bovina alemã para evitar a contaminação da BSE, anunciou a Agência da Qualidade Alimentar (FSA).

O ministro-adjunto da Saúde, Lord Philip Hunt, informou ontem que a FSA decidiu verificar todas as importações de carne de vaca alemã nos centros sobre seu controlo.

A decisão foi tomada depois da descoberta de vestígios de espinal-medula na carne proveniente da Alemanha, Espanha e Holanda.

Segundo a regulamentação europeia, essa parte do animal é a mais susceptível de transmitir a Encelopatia Espongiforme Bovina (BSE), ou forma humana da doença das vacas loucas.

Fonte: Lusa

Último dia para laboratórios revelarem fórmulas

Termina hoje o prazo dos laboratórios farmacêuticos para enviar ao Infarmed os comprovativos de todas as substâncias de origem animal utilizadas no fabrico dos medicamentos que comercializam.

O procedimento insere-se no âmbito de uma directiva comunitária de 1999, que exige a apresentação dos compostos animais dos medicamentos, como medida de prevenção da transmissão da BSE.

De acordo com o presidente do Infarmed, Miguel Andrade, o não cumprimento do prazo, alargado em 15 dias, “determina a revogação ou suspensão das autorizações de introdução no mercado dos medicamentos”.

Desde 1997, que os medicamentos de uso humano não podem conter matéria-prima de origem bovina, norma que deve ser também aplicada aos cosméticos e dispositivos médicos.

Fonte: Lusa

Consumo de carne de vaca diminuiu 25% em Portugal

O consumo de carne de vaca em Portugal diminuiu 25% desde o início da crise europeia provocada pela BSE, em Outubro do ano passado, segundo dados divulgados hoje pela Comissão Europeia.

Entre os Quinze, Portugal é o sexto Estado-membro com a redução mais elevada do consumo de carne bovina, a seguir à Alemanha (menos 50%), Itália (42%), Espanha (35%) e Grécia e Luxemburgo (30%). O único país que registou um aumento do consumo foi o Reino Unido.

Segundo o ministro da Agricultura português, o decréscimo de consumo de carne diz respeito aos produtos importados, tendo o consumo de carne nacional sofrido um ligeiro acréscimo.

Fonte: Lusa

Relacionado consumo de carne infectada com vCJD

21 de Março, 2001

As autoridades sanitárias de Leicestershire, no Reino Unido, publicaram hoje um relatório que mostra as conclusões de um estudo às mortes de 5 pessoas numa aldeia da região, devida à variante da Doença de Creutzfeldt-Jakob (vCJD), a correspondente humana da Doença das Vacas Loucas.

Quatro destas mortes foram irrefutavelmente ligadas ao consumo de carne infectada que compravam em talhantes tradicionais locais, que matavam os próprios animais. Este tipo de comércio é hoje ilegal no país. Trata-se do (Este é o) primeiro estudo que relaciona consumo de carne infectada com o desenvolvimento de vCJD.

O estudo é o primeiro também a dar uma estimativa do período de incubação da doença. Os investigadores descobriram que o período de exposição dos 5 indivíduos ao agente infeccioso foi entre 1980 e 1985 e tiveram os primeiros sintomas da doença entre 1996 e 1999. Assim, a equipa concluiu que o período de incubação da doença foi de 10 a 15 anos.

Os autores, questionados então porque morre gente tão nova na Grã-Bretanha com a doença, explicam que estes podem sucumbir mais depressa (com um período de incubação menor). Além disso, nem toda a gente que come carne infectada desenvolve a doença, o que poderá a ter a ver com a dose ingerida ou com a constituição da pessoa, dizem os especialistas.

Os investigadores prevêem como tudo se passou: os talhantes daquela região terão tido a infelicidade de receber os poucos animais infectados com a doença, entre 1980 e 1985, quando ela foi inicialmente detectada no país. Na altura o consumo de cérebro (mioleira) era baixo, mas certas pessoas faziam-no. Quando os talhantes cortaram os cérebros espalharam material gelatinoso infectado por toda a loja (bancada, facas, mãos, etc.), infectando outro material. E foi ao consumir carne daqueles talhos que as pessoas ficaram infectadas.

Os autores afirmam que tudo isto aconteceu em circunstâncias muito raras e pouco prováveis de se repetirem e portanto não acreditam que acontecimentos semelhantes tenham ocorrido noutras partes do país.

Mas outra conclusão alarmante do relatório foi a de que, como a exposição ao material infectado deve ter sido baixa, a dose necessária para infectar as pessoas também deve ser baixa e portanto o prião (agente infeccioso da BSE) pode ser altamente infeccioso.

Autoridades no país já estão a analisar o relatório e a estudar as possíveis conclusões para futuras medidas de prevenção a serem tomadas. A questão do período de incubação, por exemplo, pode dar uma estimativa da futura magnitude da epidemia.

Adaptado por
Helder Cunha Pereira
MNI – Médicos Na Internet

Fonte: New Scientist e Reuters

Bovinos com mais de 30 meses já podem ser testados

A partir de hoje, em Portugal, os bovinos com mais de 30 meses não têm forçosamente que ser abatidos para destruição, podendo os criadores optar por um teste de despistagem rápida da BSE se quiserem canalizá-los para consumo.

Os testes, que permitem a obtenção de resultados num prazo de oito a 12 horas através de uma análise química ao cérebro dos animais, podem ser feitos em Lisboa, Famalicão, Mirandela, Vairão (Vila do Conde) ou Santarém, cujo laboratório foi hoje inaugurado pelo ministro da Agricultura.

Capoulas Santos disse aos jornalistas que esta medida, que antecipa em mais de três meses a obrigatoriedade imposta pela Comissão Europeia, visa tranquilizar os consumidores e permitir aos produtores canalizar para o consumo animais com mais de 30 meses.

Fonte: Lusa

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