Notícias sobre a BSE

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BSE na Alemanha

Alemanha já produz vacas com BSE há algum tempo

A Alemanha terá consumido e produzido vacas com BSE antes da descoberta dos dois primeiros casos de doença das vacas loucas provenientes de uma exploração alemã, anunciada de ontem.

Por cada animal em que é detectada a BSE, estatisticamente escapam outros dois ao controlo, informou o virologista holandês Alber Osterhaus, membro da direcção científica da Comissão Europeia.

O cientista estima, por outro lado, que, além dos animais infectados que estão nas explorações, várias dezenas ainda não declarados passaram, até ao momento, através dos controlos para entrar na cadeia alimentar.

Um dos casos de bovinos alemães com BSE foi descoberto na ilha açoriana de São Miguel.

Fonte: LUSA

BSE nos Açores

Primeiro caso de BSE ameaça abalar imagem da carne açoriana

O primeiro caso de BSE detectado nos Açores está a levantar a possibilidade de um embargo da União Europeia às exportações de carne bovina açoriana.

Mas, mais do que um eventual alargamento do embargo, o Governo Regional e produtores temem o impacto negativo do aparecimento da doença na imagem do sector regional.

O caso de um bovino importado da Alemanha infectado com a doença das vacas loucas, na ilha de São Miguel, está ainda a ameaçar a estratégia regional na chamada fileira da carne, uma alternativa às limitações impostas pela União Europeia nas quotas leiteiras nos Açores.

Fonte: Lusa

Quatro novos casos em França

Quatro novos casos de vacas loucas detectados em França

8 de Dezembro, 2000

O Ministério da Agricultura francês anunciou hoje a detecção de quatro novos casos de BSE nos departamentos de Mayenne, Mancha e Loire, em bovinos nascidos em 1994 e 1995.

Ao longo deste ano, as autoridades sanitárias francesas detectaram já 129 casos de BSE - 47 através dos testes rápidos e 82 através da rede de vigilância da epidemia.

Desde 1991, a França contabilizou 208 casos de vacas loucas, um deles com origem na vizinha Suíça.

Fonte: LUSA

Interdição de farinhas

BSE: Interdição de farinhas de carne custa 900 milhões de contos

2 de Janeiro de 2001

O comissário europeu da Agricultura avaliou hoje em 4.500 milhões de euros (902 milhões de contos) os custos da interdição temporária das farinhas de carne na União Europeia (UE).

Franz Fischler frisou, em entrevista ao diário austríaco Kurier, que os custos globais da luta contra a doença das vacas
loucas são enormes, mas ainda não foram totalmente contabilizados.

Face às reticências de certos países que se dizem poupados pela encefalite espongiforme bovina (BSE), entre os quais a Finlândia e a Dinamarca, os ministros da UE só suspenderam por quatro meses a utilização das farinhas de carne na alimentação do
gado.

Fonte: LUSA

Capoulas desmente números da Comissão Europeia

O ministro da Agricultura, Capoulas Santos, desmentiu hoje os números da Comissão Europeia sobre o aumento da incidência da BSE em Portugal, garantindo que em Janeiro apenas se registou um caso positivo da doença.

O ministro garante que as autoridades portuguesas comunicaram 28 casos positivos de BSE referentes ao último trimestre de 2000 e a Janeiro de 2001, sendo que no primeiro mês deste ano apenas de se detectou um caso.

A Comissão Europeia revelou hoje que a incidência da BSE em Portugal aumentou de 173 casos em Dezembro de 2000 para 192,1 no final de Janeiro, registando-se no primeiro mês do ano 19 novos casos.

Capoulas Santos considerou estranho que a comissão tenha avançado com estes números, já que só sabe os dados que lhe são dados pelas autoridades portuguesas e mais estranho ainda que a Comissão Europeia cometa um engano pela segunda vez consecutiva este ano, em vésperas da votação do levantamento do embargo à carne de vaca portuguesa.

Fonte: Lusa

Incidência da BSE aumenta em Portugal

A incidência de BSE aumentou em Portugal pelo segundo mês consecutivo, para 192,1 casos por milhão de bovinos, contrariando as expectativas de diminuição registadas em 2000, embora acompanhando a tendência europeia.

De acordo com dados da Comissão Europeia hoje divulgados em Bruxelas, a incidência aumentou de 173 casos em Dezembro de 2000 para 192,1 no final de Janeiro, registando-se no primeiro mês do ano 19 novos casos.

A incidência tinha diminuído ao longo de 2000 até atingir 161,6 casos no final da primeira quinzena de Dezembro do ano passado.

Para chegar a estes dados, foi medido o número de casos de BSE verificados no espaço do último ano por milhão de bovinos com mais de 24 meses de idade.

Fonte: Lusa

Ordem dos Veterinários concorda com adiamento

O bastonário da Ordem dos Veterinários, Tito Fernandes, concorda com o adiamento da votação sobre o levantamento do embargo à carne de vaca portuguesa, considerando o natural.

A Comissão Europeia anunciou ontem que vai consultar os Estados-membros antes de propor o levantamento do embargo às exportações de bovinos portugueses, contrariando as expectativas do ministro da Agricultura português, Capoulas Santos, que esperava luz verde de Bruxelas já na próxima semana.

Desconhecendo as razões que motivaram o adiamento da votação, o bastonário avança diz que é natural que a Comissão não tome uma decisão em relação a um só país quando tem que pensar em todos os outros Estados-membros.

No entanto, Tito Fernandes diz concordar com um eventual embargo unilateral de Portugal a outros países comunitários com casos de BSE, como medida cautelar.

Fonte: Lusa

Candidatos à UE devem harmonizar normas ...

Os países candidatos à União Europeia (UE) deverão harmonizar as suas normas alimentares com as da UE antes da adesão, considerou hoje o comissário europeu da Agricultura, Franz Fischler.

Observando que não é possível aplicarem-se diferentes normas de qualidade num mercado único, o responsável lembrou que está disponível um programa com um orçamento de 509 milhões de euros (102 milhões de contos) para ajudar os países candidatos a porem as suas normas conformes com a regulamentação da UE.

A crise das vacas loucas aumentou os receios de que, após o alargamento, os mercados da actual UE sejam invadidos por carne de Leste a bom preço, mas que não tenha sido submetida aos controlos veterinários que são actualmente exigidos.

Fischler afirmou que não há actualmente razões objectivas para desconfiar da carne de vaca depois de ter sido instituída a obrigatoriedade de testes de despistagem da BSE para todos os bovinos com mais de 30 meses.

Fonte: Lusa

BSE leva à demissão o Sec. de Estado irlandês

O Secretário de Estado irlandês da Agricultura, Ned O’Keefe, demitiu-se ontem na sequência de acusações de não ter informado o Parlamento de que a sua família tinha uma licença para utilizar farinhas de carne numa exploração de porcos.

Em Novembro passado, O’Keefe liderou a intervenção do governo contra um projecto de lei do Partido Trabalhista irlandês que visava proibir a utilização de farinhas de carne na alimentação animal, estendendo aos porcos e aves a proibição já em vigor para outras espécies animais.

A oposição afirma que o Secretário de Estado deveria saber antes do debate parlamentar que a sua família detinha uma licença para utilizar farinhas de carne (carne e ossos) e tinha portanto um interesse directo na questão.

Fonte: Lusa

UE mantém incidência de BSE em Portugal

A Comissão Europeia mantém o número de 19 novos casos de BSE notificados por Portugal em Janeiro, apesar do desmentido do ministro da Agricultura, Capoulas Santos, que garante só se ter verificado um.

Bruxelas divulgou sexta-feira que a incidência aumentou para 192,1 casos por milhão de bovinos, tendo sido informada por Portugal da existência de 19 novos bovinos infectados no passado mês, um dado imediatamente desmentido e esclarecido pelo ministro português.

Segundo Capoulas Santos, dos 19 novos casos notificados por Portugal o mês passado, 18 eram relativos aos últimos meses do ano passado e apenas um tinha sido detectado em Janeiro.

No entanto, segundo uma fonte da Comissão Europeia, mesmo tratando-se de animais detectados nos meses anteriores, o facto é que só em Janeiro é que Bruxelas teve conhecimento da sua existência pelo que a média não seria alterada, independentemente do mês a que os dados dizem respeito.

A discrepância de dados entre Bruxelas e Lisboa deve-se a diferenças de critérios, já que Portugal regista os casos a partir do momento em que um animal é suspeito e a Comissão Europeia apenas quando este é confirmado pelo país em causa.

Fonte: Lusa

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