Notícias de Investigação do Cancro

Comente as seguintes notícias sobre investigações sobre cancro:

Identificado gene envolvido na morte de células da

12 Maio 2000 (Reuters Health News)

Um gene designado Noxa, que se crê ser um mensageiro celular envolvido no suicídio de células danificadas, foi descrito. Este gene parecer ser activado pelo gene p53, activando em seguida o suicídio das células.

Mais http://www.reutershealth.com/cgi-bin/frame?left=/elinel.html&right=/arch...

"Guerra das Estrelas"e cancro

6 Junho, 2000

Tecnologia da Guerra das Estrelas na luta contra o cancro

O Instituto de Tecnologia de Massachussets anunciou que a tecnologia
desenvolvida há dez anos para o projecto espacial denominado Guerra das
Estrelas pode ser agora aplicada contra o cancro.
Segundo o instituto norte-americano, naquele projecto defensivo anti-mísseis
utilizavam-se radiações através de microondas para detectar mísseis
procedentes de
satélites.
Os cientistas resolveram agora utilizar a técnica - que se baseia em aquecer
e matar as células com um alto conteúdo em água - para eliminar tumores que
não tenham
ramificações.

Mais: http://www.lusa.pt

Factores ambientais e cancro

Cancro depende mais de factores ambientais do que dos genes

A incidência de determinados tipos de cancro parece estar
mais relacionada com a influência de factores ambientais do que
propriamente por factores hereditários.
Um grupo de investigadores escandinavos efectuou vários
estudos, realizados em mais de 90 mil irmãos gémeos, onde se
verificou que factores como o consumo de tabaco, álcool, o tipo de
alimentação e as substâncias a que nos expomos diariamente têm
importância no desenvolvimento do cancro.
Nos 90 mil casos de gémeos estudados, os investigadores
concluíram que a hereditariedade é responsável por 42 por cento
dos casos de cancro da próstata e 35 por cento de cancros do cólon
e recto, embora a incidência seja menor para outros tipos de
cancro, atingindo os 27 por cento no caso do cancro da mama.
Por sua vez, os factores ambientais de risco como o
tabaco, o álcool, uma dieta com níveis elevados de gorduras e
oxidantes, a poluição ambiental e condições higieno-sanitárias
deficientes parecem ter uma incidência importante, podendo chegar
aos 80 por cento em numerosos tipos de cancro.

Fonte: lusa.pt

Angiostatina supressor do crescimento de gliomas

Abril 2000 (NEWSRX.COM)

O efeito da angiostatina foi estudada em ratinhos, onde se verificou um forte efeito supressor do crescimento de gliomas (um tipo de tumor cerebral) e da vasculogénese (formação de novos vasos sanguíneos).

Estes resultados foram apresentados no Meeting anual da American Association of Neurological Surgeons que decorreu entre 8 e 13 de Abril em San Francisco.

Mais: http://www.newsrx.com/main/weekly-reports-contribution.asp?referrer=toda...

Substância extraída da papaia pode tratar o cancro

16 de Fevereiro, 2001

A papaia não é só saborosa como também pode ser uma preciosa ajuda na luta contra o cancro. Uma equipa de cientistas britânicos pretendem testar uma substância presente na papaia no combate às células cancerígenas.

Este fruto exótico contem, nas sementes e na polpa, uma quantia diminuta de uma substância capaz de causar a morte de células normais ou cancerosas, mesmo aquelas que são resistentes aos agentes citotóxicos usados na quimioterapia.

Dentro de poucos meses esta equipa da Universidade de Southampton deverá ser capaz de reproduzir sinteticamente este composto químico. Com a produção de uma cópia sintética desta substância os cientistas pretendem assim purificá-la.

Esperam ainda conseguir alterar a estrutura molecular deste composto de forma a tornar possível que apenas as células cancerosas entrem em apoptose (morte celular programada). Com esta investigação pretende-se também compreender melhor qual o mecanismo de acção deste constituinte da papaia.

Normalmente são necessários 8 a 15 anos (para que um medicamento) para a comercialização de um novo medicamento.

Fonte: NetDoktor

Vacina contra o papilomavírus próxima

20 de Fevereiro, 2001

Uma equipa de investigadores norte-americanos pode estar próxima da produção de uma vacina que protegerá as mulheres de infecções de papilomavírus humano.

Algumas estirpes deste vírus aumentam a probabilidade do aparecimento de cancro do colo do útero nas mulheres. Muitas vezes as pessoas estão infectadas sem demonstrarem sintomas.

Os cientistas afirmam que esta nova vacina pode, teoricamente, prevenir 80% dos cancros do colo do útero. Como 4 tipos diferentes do vírus podem provocar 80% dos cancros cervicais, será necessária uma vacina multitípica, que combata os 4 diferentes tipos.

A vacina foi testada e os resultados foram muito promissores: provocou uma resposta imunitária potente, com a produção de 40 vezes mais anticorpos do que a que ocorreria numa infecção natural e a vacina é bem tolerada, sem efeitos secundários significativos.

Fonte: Reuters Health

Cientistas usam terapia genética para travar cancr

28 de Fevereiro, 2001

Cientistas norte-americanos usaram a terapia genética como método de travar o desenvolvimento de cancros em ratos, segundo relatório publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

Segundo os autores este estudo mostra, pela primeira vez, como a terapia genética pode ser usada para tratar estádios iniciais de cancro e na prevenção do mesmo.

Os investigadores reactivaram um gene supressor de tumores, o FHIT, que está inactivo em células cancerígenas. Este gene, quando activo, impede o crescimento descontrolado das células.

A equipa criou ratos expondo-os a químicos causadores de cancro, tornando-os muito susceptíveis ao desenvolvimento de tumores no esófago e no estômago. Depois foi-lhes administrado oralmente o gene FHIT por meio de vectores virais.

Os ratos que receberam o gene tinham menor probabilidade de desenvolver tumores, em comparação com os ratos que não foram tratados, segundo os resultados deste estudo.

De notar que este tratamento não danifica as células saudáveis. De qualquer maneira, antes de se poder fazer uso clínico destes vectores com o gene FHIT, deve ser aferida a segurança do método em humanos, dizem os investigadores.

Fonte:Reuters Health

Corpo tem o seu próprio mecanismo de defesa

O corpo tem o seu próprio sistema para se defender das substâncias cancerígenas contidas no ambiente e alimentos,confirmaram cientistas norte-americanos e japoneses.

Em estudos publicados ontem na revista Proceeding of the National Academy of Ciences, os cientistas afirmam que não só foi demonstrada a forma como trabalha esse sistema em ratos, mas também como ele funciona.

Os cientistas da Universidade de Johns Hopkins, nos Estados Unidos e da sua homóloga de Tsukuba, no Japão, utilizaram ratos geneticamente modificados para confirmar a existência desse mecanismo, do qual se suspeitava há 20 anos.

Nos seus estudos, os cientistas referem que esse sistema de protecção se baseia num aumento dos enzimas protectores, chamados enzimas da fase II, que podem neutralizar a capacidade das toxinas para danificar o ADN e pôr em marcha um processo de cancro.

Os investigadores referem que com o aumento dos níveis dos enzimas da fase II se pode criar uma forma altamente efectiva de protecção contra o cancro.

Fonte: Lusa

Heparina poderá evitar a metastização tumoral

A heparina, um medicamento da categoria dos anticoagulantes, poderá revelar-se como uma nova arma no combate à disseminação do cancro, segundo um estudo publicado na revista cientifica norte-americana Proceedings of the National Academy of Sciences.

Investigadores da Universidade da Califórnia (EUA), conseguiram assim impedir a metastização de células tumorais por via sanguínea.

Lubor Borsig e a sua equipa injectaram heparina em ratinhos de laboratório e constataram que, após algumas semanas, tanto o tumor como as suas metastases eram consideravelmente menores do que seria o habitual com a evolução natural da doença.

Segundo esta equipa, as células malignas formam em seu redor um invólucro de plaquetas que funciona como um “escudo”, impedindo a sua destruição pelo sistema imunitário. Este “escudo” protector constitui assim o alvo da heparina (um anticoagulante), impedindo a sua formação, permitindo aos glóbulos brancos atacar directamente o “nicho” tumoral bem como as células malignas dispersas na circulação.

“Assim o sistema imunitário consegue reconhecer e combater mais facilmente as células malignas, impedindo a disseminação corporal” afirmou Borsig.

Fonte: Net Doktor

Loção com enzima previne o cancro da pele

Uma enzima responsável pela activação da “reparação” do DNA foi inserida num creme para a pele, e administrada a doentes com Xeroderma pigmentosum revelando uma eficácia surpreendente na prevenção do cancro neste grupo de doentes.

Envelhecimento precoce da pele, hipersensibilidade ao Sol, basaliomas, carcinomas espinho-celulares, são algumas das complicações da doença rara conhecida pelo nome de Xeroderma pigmentosum. Nesta doença existe um defeito genético que altera os mecanismos de reparação do DNA normalmente presentes nas células cutâneas.

O Dr. Daniel Yarosh e colegas, de Freeport (EUA) realizaram um estudo prospectivo em 30 pacientes com esta doença rara, dividindo-os aleatoriamente em 2 grupos. Um recebeu uma loção com liposomas que continham a Enzima Endonuclease T4 (T4N5), uma das enzimas responsáveis pela “reparação do DNA”, enquanto que o segundo grupo (grupo controlo) recebeu uma loção idêntica mas sem nenhum princípio activo (placebo). O resultado: a taxa média do aparecimento de lesões pré-cancerosas foi menos 68% no grupo que estava a experimentar a loção com a enzima T4N5, do que no grupo controlo.

Provavelmente esta proteína, ou outras enzimas “reparadoras do DNA”, poderão ser aplicadas num futuro próximo para tratar outros tipos de dermatoses ou evitar carcinomas da pele.

Fonte: Ärzte Zeitung

Página 1 de 2