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Elefanta faz ginástica pré-natal

Sabi, uma elefanta do zoo de Viena que deverá dar à luz dentro de oito semanas, segue um programa completo de ginástica pré-natal, segundo indicou o seu tratador, Harald Schwammer.

A prudência deve-se ao facto de se tratar da primeira inseminação artificial de um elefante na Europa.

Até ao nascimento do bebé elefante, previsto para daqui a dois meses, a mãe está obrigada a longos passeios pelo zoo e a diversos exercícios, pelo menos duas vezes por semana, para se manter em forma.

É que Sabi já engordou 400 quilos desde o início da gravidez, dos quais 70 pertencem ao feto.

Este aumento de peso nem é nada por aí além, se considerarmos que a elegante paquiderme, de apenas 15 anos de idade, pesa 2,9 toneladas, e que quando nascer, o seu pequeno rebento deverá andar pelos 100 quilos.

Fonte: Lusa

Tecnologia utilizada em mísseis ajuda grávidas

Tecnologia utilizada em mísseis vai permitir às grávidas localizar o coração do feto e medir-lhe a pulsação.

A ideia é comercializar um pequeno aparelho de monitorização a um preço não superior a vinte contos, essencialmente para evitar a frequência dos exames por ultra-sons durante a gravidez.

Investigadores de uma empresa de Haifa, em Israel, desenvolveram o instrumento, Baby-com, na empresa que montaram com os apoios proporcionados pelo Instituto Tecnológico de Haifa.

O segredo que viabiliza o instrumento reside nas chamadas micro vibrações detectáveis na superfície de ladrilhos cerâmicos (como os vulgares azulejos).

Quando se faz passar uma carga eléctrica, gerada por exemplo por uma pilha eléctrica, sobre a superfície de uma placa de cerâmica ela estende-se e encolhe-se numa frequência de 100 mil vezes por segundo.

Estas vibrações produzem energia de grande amplitude que o novo aparelho utiliza para localizar o coração do feto e contar as suas pulsações.

Fonte: Lusa

Novas pílulas podem acarretar maiores riscos de formação de trom

Um novo estudo holandês aponta para um aumento da ocorrência de tombos venosos com o uso das mais recentes pílulas, as chamadas pílulas de terceira geração. Os investigadores sugerem que as mulheres devem ter conhecimento deste facto para pesarem com maior consciência os prós e os contras de usar a nova ou velha versão da pílula.

Tanto as pílulas de segunda como as de terceira geração são compostas por dois tipos de substâncias - um tipo de estrogénio denominado etinilestradiol e mais uma hormona chamada progestina. O tipo de progestina usada distingue os dois tipos de contraceptivos orais: a pílula de segunda geração contem levonorgestrel ou norgestrel enquanto que a mais recente versão contem desogestrel ou gestodene.

As pílulas de terceira geração foram desenvolvidas para tentar diminuir os efeitos secundários associados à versão anterior como sejam a acne, aumento de peso ou desregulação perigosa dos níveis de colesterol. As novas pílulas têm um efeito nos níveis de colesterol menos acentuado mas isso não significa que sejam menos perigosas, dizem os cientistas que conduziram este estudo.

A base de trabalho destes investigadores foi rever artigos publicados desde 1995 acerca deste tema para tirar teimas quanto aos resultados controversos que diferentes estudos apresentavam. Já se tinha notado, nomeadamente em vários estudos britânicos, uma possível relação entre o consumo destas pílulas e o aumento do risco da ocorrência de tromboses.

As conclusões desta revisão confirmam uma relação entre estes dois factores.

As mulheres que tomam a última versão da pílula tinham 1,7 vezes maior probabilidade da ocorrência de trombos venosos em comparação com as mulheres que tomavam a versão mais antiga.

Apesar do risco da ocorrência destas perturbações ser pequeno e ser mais elevado em mulheres que tomem a pílula pela primeira vez, os investigadores advertem que cabe às mulheres a última escolha, segundo a sua própria condição. Mulheres com maior risco da ocorrência de trombos venosos, como aquelas com antecedentes na família com esta condição, talvez devessem optar pelas pílulas de segunda geração, dizem os cientistas. Mas mulheres que não tenham estes problemas e estejam mais preocupadas com os efeitos secundários que advêm do uso das pílulas antigas talvez devessem tomar as novas pílulas.

Num artigo de comentário que acompanha a publicação deste estudo na edição de 21 de Julho do British Medical Journal, um médico faz notar que os riscos de morte associada com a gravidez a nível mundial é pelo menos 100 vezes superior em comparação à probabilidade de 2 casos por 10.000 por ano da ocorrência de trombos devido ao uso destas novas pílulas.

No entanto, os investigadores que conduziram este estudo pensam ser um desafio para a indústria farmacêutica a produção de novas pílulas que não acarretem estes riscos.

Helder Cunha Pereira
MNI - Médicos Na Internet

Fonte: Reuters Health

Polémica sobre campanhas publicitárias de pílula abortiva

20 de Julho, 2001

Entre uma publicidade a uma água mineral e outra de dentífricos vem publicada numa revista nacional norte-americana uma publicidade a uma substância abortiva denominada mifepristona ou RU-486. Esta substância foi legalizada nos EUA há 10 meses atrás.

O anúncio diz: “Tu tens o poder de decidir. E agora, tens um novo método seguro de aborto” e figura uma rapariga jovem serenamente ponderando a hipótese.

Este anúncio faz parte de uma campanha nacional a grande escala, financiada por grupos privados pró-aborto, nomeadamente a National Abortion Federation, e já gerou contestação de grupos anti-aborto.

A substância é comercializada nos EUA como método de terminar a gravidez até 49 dias após a última menstruação Devido ao seu regime de administração rigoroso, aos possíveis efeitos secundários do seu uso e à interdição a certos grupos de mulheres, este medicamento vem acompanhado por uma Guia Médica específica que informa a mulher. A sua distribuição só pode ser feita por certos especialistas médicos, nunca em farmácias nem pela internet.

Os grupos anti-aborto acusam os publicitários de estarem a banalizar a substância, querendo fazê-lo passar por um produto comum do dia-a-dia, como uma pasta dos dentes. Por seu lado, os últimos defendem-se afirmando que a publicidade não tem nada de diferente dos anúncios a pílulas contraceptivas ou preservativos. “Esta publicidade diz que não precisamos de nos sentir envergonhados(as) quanto à livre escolha do aborto”, dizem.

Os que estão contra esta campanha afirmam ainda que esta prova que este produto não está a ter o sucesso esperado e por isso necessita de publicidade. Os defensores da campanha afirmam que esta serve para levar mais mulheres a optarem por este método em vez das cirurgias abortivas mais perigosas.

A mifepristona foi inicialmente desenvolvida por cientistas franceses e o seu uso foi regulamentado em França pela primeira vez. Hoje em dia é legal na Europa, EUA e China.

Helder Cunha Pereira
MNI – Médicos Na Internet

Fonte: CNN