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A lingerie futurista

Cientistas da empresa norte-americana Procter & Gamble (a mesma que produz os tampões Tampax), desenvolveram uma “lingerie” feminina que através de uma mudança de côr revela os dias férteis do ciclo menstrual da mulher.

Esta roupa interior encontra-se impregnada de uma substância química que reage com determinadas hormonas e muda de côr.

Os slips estão providos de uma fina película de uma substância: silicone amorfo. Este muda de estrutura quando os níveis de estrogénio, progesterona ou hormona folículo estimulante (FSH) variam. Estas alterações levam à coloração púrpura da película sobre um fundo dourado, prevendo assim a ovulação.

O período menstrual, pode também ser previsto, uma vez que a “lingerie” fica violácea cerca de quatro horas antes do início do período, e azul quando entra em contacto com o sangue.

Existem ainda modelos destinados a detectar infecções ginecológicas víricas, bacterianas ou fúngicas, como por exemplo infecções por Chlamydias.

“Aqueles dias terríveis, em que o período menstrual surge inesperadamente, estão prestes a terminar” afirmou uma cientista ligada a este projecto.

Fonte: BBC

Aparelho reprodutor do rato desvenda segredos ...

Investigadores encontraram no aparelho reprodutor
masculino dos ratos um péptido que ataca e mata algumas bactérias, o que, a verificar-se também no homem, poderia servir para desenvolver medicamentos contra doenças sexualmente transmissíveis.

O péptido é o nome genérico que se dá a complexos de
aminoácidos desdobráveis por fermentação.

O estudo, que será publicado na edição de amanhã da
revista Science, refere um péptido denominado Bin1B, que faz parte de um grupo de componentes antibióticos naturais.

Segundo os investigadores, quando o Bin1B dos ratos é
exposto em laboratório a uma bactéria comum, a E. coli, provoca a paragem do crescimento do micróbio.

Os cientistas sugerem que esta propriedade poderia ser usada para desenvolver um medicamento que bloqueasse infecções com origem em doenças sexualmente transmissíveis.

O péptido Bin1B encontra-se numa estrutura do aparelho genital do rato, o epidídimo, onde o esperma é produzido e maturado.

Um péptido que parece ser muito similar a este encontra-se
igualmente no tecido humano.

Se for efectivamente encontrado um péptido semelhante ao Bin1B nos humanos e se este desempenhar um papel na produção do esperma, esta descoberta poderá ser a base para o desenvolvimento de um contraceptivo masculino.

Fonte: Lusa

Partidos de esquerda aprovam pílula do dia seguint

O projecto de lei sobre contracepção de emergência, que introduz a pílula do dia seguinte, foi hoje aprovado em comissão parlamentar pelo PS, PCP, BE e PEV.

A maioria de esquerda vai permitir a viabilização da lei, resultante da síntese de projectos do PS, PCP e BE, que contou com o voto contra do PSD.

A lei garante o recurso atempado à contracepção de emergência, ou seja, a utilização pela mulher de uma pílula anticoncepcional nas primeiras 72 horas após uma relação sexual não protegida, não consentida ou não eficazmente protegida por qualquer outro meio anticoncepcional regular.

A chamada pílula do dia seguinte será distribuída gratuitamente nos centros de saúde, nas consultas de planeamento familiar, de ginecologia e de obstetrícia dos hospitais e também nas farmácias, mediante receita médica ou não.

Fonte: Lusa

Investigadores desenvolvem contraceptivo masculino

Cientistas chineses estão a desenvolver investigações para criar um contraceptivo masculino a partir de um gene de rato responsável pelo amadurecimento do esperma destes roedores, foi hoje anunciado.

Segundo Zhang Yonglian, membro do Instituto para a Investigação das Ciências Biológicas da cidade de Shanghai, as primeiras provas de laboratório indicam que é possível controlar o amadurecimento do esperma e, como tal, o nascimento.

Zhang acrescentou ainda que este contraceptivo pretende ser uma alternativa aos administrados às mulheres, uma vez que ainda não foi descoberta uma pílula segura e eficaz para os homens.

Fonte: Lusa

Novo método contraceptivo

Um novo contraceptivo em forma de anel vai ser comercializado este ano nos EUA. Pensa-se que este anel é tão eficaz como a pílula, no entanto liberta uma menor quantidade de hormonas do que esta.

Este dispositivo de plástico em forma de anel com cerca de 5cm de diâmetro (mas que pode ser dobrado), é colocado à volta do cervix, através da vagina, pela própria mulher.

O anel deverá ser colocado todos os meses e usado consecutivamente durante 3 semanas, devendo ser retirado na 4ª semana para que ocorra a menstruação.

Num estudo realizado na Holanda pelo Dr. Frans Roumen, ginecologista no “Atrium Medisch Centrum” em Heerlen, que envolveu 1145 mulheres que usaram durante um ano (um total de 12109 ciclos) exclusivamente o “Nuvaring” da Organon (subsidiária da Akzo Nobel) como método anti-concepcional, apenas 6 destes mulheres engravidaram. Assim, a taxa de “insucesso” deste novo método foi inferior a 1%, o que o coloca a par da pílula em termos de eficácia contraceptiva.

Este anel liberta diariamente 120 microgramas de etonogestrel e 15 microgramas de etinilestradiol, o que é uma quantidade relativamente menor em comparação com a pílula. Comparando com o método anticoncepcional mais usado, apresenta ainda uma segunda vantagem: a libertação hormonal é feita de uma forma continua e não oscilante (isto é, um aumento após a ingestão seguida de uma diminuição constante até à nova toma) .

Todas estas características fazem do Nuvaring um método anticoncepcional mais seguro, já que diminui a concentração de estrogénios, um factor de risco para o desenvolvimento de trombos na circulação.

Este estudo publicado no jornal “Human Reproduction” revelou que as mulheres toleraram bem este novo método contraceptivo, caracterizando-o como inovador e de fácil utilização.

Fonte: Reuters Health

Hospitais públicos vão pela primeira vez ...

As instituições de saúde públicas que realizam tratamentos e técnicas de medicina de reprodução, com vista à gravidez de casais com problemas de infertilidade, vão, pela primeira vez, receber pagamentos específicos por estes actos médicos.

Publicada no dia 09 deste mês em Diário da República, a tabela de medicina de reprodução prevê 18 tratamentos, com custos entre os 4.116 escudos (avaliação do esperma para a procriação medicamente assistida) e os 85.719 escudos (micro-injecção de gâmetas).

Até ao passado dia 09, os tratamentos efectuados não eram simplesmente pagos, porque não tinha sido definido qual o seu custo, referiu o presidente da Sociedade Portuguesa de Medicina de Reprodução (SMPR) e director do serviço de ginecologia da Maternidade Alfredo da Costa (MAC), Pedro Sá e Melo.

Instituição de referência nas técnicas de procriação medicamente assistida, a MAC está sem capacidade de resposta aos casais inférteis, para quem a única hipótese de ter um filho passa pela fertilização in vitro, por ser a única no sul do país a utilizar esta técnica.

Fonte: Lusa