Notícias

13 Maio 2000

Jovens diabéticos escalam Monte Branco para desmistificar a doença... uma
expedição liderada por João Garcia.
Dez jovens diabéticos portugueses insulino-dependentes vão, pela primeira
vez, realizar uma escalada acima dos quatro mil metros de altitude.
A iniciativa, que se realiza de três a 17 de Junho, pretende desmistificar a
ideia de que a diabetes é uma doença impeditiva da realização pessoal dos
que dela sofrem.

Jovens diabéticos escalam

31 de Maio

Jovens diabéticos escalam Monte Branco com João Garcia

Nove jovens diabéticos insulino-dependentes iniciam amanhã uma
escalada ao Monte Branco, em França, juntamente com o alpinista João
Garcia, para provar que a diabetes não é uma doença incapacitante.
A ideia surgiu no início do ano e partiu do grupo de jovens
diabéticos que têm sido acompanhados clinicamente pela médica Sílvia
Saraiva do Hospital Curry Cabral em Lisboa.
Os jovens cumpriram hoje, no Vale do Silêncio, nos Olivais, o
último treino de um exigente plano físico, executado três vezes por
semana e traçado em Janeiro com a coordenação de João Garcia, o mais
conhecido alpinista português.

Transplante celular

7 Junho, 2000

Transplante celular acaba com a dependência de insulina por parte de diabéticos

Cientistas da Universidade de Alberta, Canadá,
desenvolveram uma técnica de transplante de células que pode
acabar com as injecções de insulina no tratamento da diabetes do
tipo I.
Esta descoberta constitui um importante passo no
tratamento da diabetes insulino-dependente, uma doença
degenerativa do pâncreas que afecta milhões de pessoas em todo o
mundo.
A nova técnica transplanta células do pâncreas, obtidas a
partir de doadores cerebralmente mortos, para o fluxo sanguíneo
que as conduz ao fígado dos pacientes, onde estas vão produzir
insulina.
Até ao momento não foram detectados efeitos secundários
nos oito pacientes submetidos ao transplante.

Mais: http://www.lusa.pt

Lanceta indolor

Na Alemanha foi colocada à venda uma lanceta indolor. Os diabéticos que fazem um controlo rigoroso da sua doença precisam de medir a glicemia (níveis de “açúcar” no sangue) picando-se com uma lanceta para colher uma gota de sangue. Este procedimento tem de ser repetido até 10 vezes por dia e é considerado doloroso por muitos doentes.

O novo aparelho, desenvolvido pela empresa norte-americana Cell Robotics International, baptizado com o nome de “Personal Lasette”, funciona através de um Laser que penetra na pele. São assim realizados uma série de pequeníssimas microperfurações, quase indolores.

Este novo aparelho pode ainda ser utilizado em meio hospitalar, por vários doentes, uma vez que é possível trocar o aplicador para cada paciente assegurando-se assim uma assepsia perfeita.

O “Personal Lasette” custa 3000 Marcos alemães (aproximadamente 300 contos)

Fonte: GesundheitScout24

Metformina regulariza função do endotélio

Um medicamento que é muito usado no tratamento da diabetes tipo II para controlar a glicémia sanguínea, parece também melhorar a função do endotélio (camada que reveste interiormente os vasos sanguíneos), segundo o que foi publicado na edição de Abril da revista “Journal of the American College of Cardiology”.

Os doentes que sofrem de diabetes tipo II geralmente desenvolvem problemas nos vasos sanguíneos (angiopatia diabética), situação esta que aumenta o risco de doenças cardiovasculares.

Neste estudo 44 pessoas com diabetes tipo II foram subdivididas em 2 grupos, um composto por doentes tratados com metformina, e outro com uma substância sem acção terapêutica (placebo), ao longo de 3 meses.

A metformina é um medicamento que ajuda a baixar os níveis de glicose sanguíneos nos diabéticos estimulado a sensibilidade dos receptores à insulina, a hormona que regula o concentração de “açúcar” no sangue.

Os investigadores acompanharam a evolução dos doentes, medindo o fluxo sanguíneo normal antes e depois do tratamento. Os doentes que receberam a metformina revelaram melhorias significativas na função dos vasos sanguíneos.

Os resultados deste estudo sugerem que a perda da sensibilidade à insulina (o principal factor desencadeante da diabetes tipo II), é uma causa importante de desregularização do fluxo sanguíneo segundo o que afirma o responsável por este estudo, o Dr. Todd J. Anderson do Universidade de Calgary (Canadá). Esta desregularização resulta numa incapacidade do endotélio se expandir e contrair em resposta às necessidades do organismo.

“A forte ligação entre estes 2 factores (sensibilidade à insulina e função endotelial) vem reforçar a teoria que a resistência à insulina é a “pedra angular” no desenvolvimento das lesões que ocorrem nos vasos sanguíneos dos doentes que sofrem de diabetes tipo II”, afirmou Anderson.

“Compreender qual a razão que está na origem deste problema é muito importante uma vez que 60% dos doentes que sofrem de diabetes tipo II vão falecer por consequências da arteriosclerose”.

Fonte: Reuters