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Tuberculose mata todos os anos dois milhões

O alerta é deixado pela Organização Mundial de Saúde em vésperas do dia mundial dedicado a esta doença.

Em 1999 foram registados quase oito milhões e meio de novos casos de tuberculose em todo o mundo... um número assustador sabendo que a doença tem cura.

Mesmo assim, todos os dias morrem no mundo cinco mil pessoas de tuberculose, porque não têm acesso aos medicamentos.

Perante estes números, a directora-geral da organização diz que o caso é um escândalo apesar dos medicamentos serem baratos e eficazes.

Sem tratamento, uma só pessoa com tuberculose pode infectar 10 a 15 pessoas por ano.

Fonte: Lusa

Dia Mundial da Tuberculose

O Dia Mundial da Tuberculose assinala-se hoje em todo o mundo, um dia depois de, em Portugal, serem divulgados os números que apontam para uma diminuição dos casos nacionais.

Segundo os dados da Direcção-Geral de Saúde, o número de casos novos de tuberculose notificados em Portugal passou de 47,1 por 100 mil habitantes, em 1998, para 40,6 no ano passado.

Os dados da DGS referem também que nos últimos dois anos houve uma redução da incidência da tuberculose na generalidade das regiões do país.

A Organização Mundial de Saúde revelou recentemente que todos os dias morrem no mundo 5.000 pessoas por não terem acesso a medicamentos que permitem combater esta doença.

A organização revelou também que a tuberculose mata anualmente dois milhões de pessoas em todo o mundo.

Fonte: Lusa

Surto de tuberculose resistente na Europa de Leste

30 de Março, 2001

Uma crise de tuberculose resistente a antibióticos está a afectar países da Europa de Leste e acarreta consigo perigos semelhantes a um alastramento do ébola, disse Mario Raviglione, chefe do programa para a erradicação da tuberculose da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Ele acredita ainda que só uma acção internacional concertada pode travar este alastramento e evitar uma crise à escala mundial. Este surto de tuberculose resistente foi apelidado de “ébola com assas”.

A tuberculose é uma doença contagiosa, geralmente transmitida por via aérea, que pode ser tratada com antibióticos de forma simples e barata. Mas o aparecimento de estirpes resistentes do bacilo causador desta doença (Mycobacterium tuberculosis), primeiro em pessoas infectadas que não tomaram os antibióticos de forma regular e até ao fim do tratamento, e que agora aparecem nestes surtos, exige o uso de medidas mais drásticas, nomeadamente uma segunda linha de antibióticos, muito mais caros, mais tóxicos para o doente e menos eficientes.

Dados recentes mostram que, na Estónia, 1 em cada 7 pessoas diagnosticadas pela primeira vez com tuberculose são resistentes a uma série de antibióticos normalmente usados para combater a doença. Mais de um terço dos novos diagnósticos de tuberculose nesse país são resistentes a pelo menos um antibiótico.

15%dos doentes diagnosticados com tuberculose resistente não têm tratamento e morrem.

Outro problema que agrava ainda mais a situação é o aumento do número de casos de SIDA nas prisões da Europa de Leste e Rússia. Estes doentes ficam mais vulneráveis à tuberculose e esta torna-se rapidamente resistente. Na Rússia, o número de prisioneiros com SIDA duplicou nos últimos 3 anos e o número de casos de tuberculose triplicou nos últimos 10 anos.

Os especialistas avisam que, baseados nestes e noutros dados, esta estirpe resistente de Mycobacterium tuberculosis se está a espalhar de forma desenfreada e que nenhum país está a salvo.

Como parte de um plano para tentar travar este alastramento, a OMS enviará para 22 países “em risco” antibióticos de segunda linha de defesa a preços mais baixos.

Fonte: New Scientist

Helder Cunha Pereira
MNI - Médicos Na Internet

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Qual é a duração típica (supondo que toda a medicação é tomada com zelo) da recuperação de uma tuberculose pulmonar?