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Notícias para comentar no tema da SIDA:

SIDA e Leishmaniase

Os doentes de SIDA enfrentam um novo risco, já que a par da contaminação com o HIV podem ainda contrair a leishmaniose, alertou a
Organização Mundial de Saúde.

A OMS adverte para o facto da co-infecção com leishmaniose, transmitida através de picada de insecto, e SIDA ser uma doença extremamente grave e cada vez mais frequente.

Só na Europa foram já registados 1.440 casos em 1998, existindo em Portugal 117 doentes, dos quais a maioria são toxicodependentes
por via intravenosa.

Os sintomas da doença são: febre alta, sem explicação e irregular, fadiga, perda de peso e aumento do baço e fígado.

Jovens e riscos

7 de Junho, 2000

Jovens com actividade sexual são menos conscientes dos riscos, revela
estudo

Quando iniciam a actividade sexual, os jovens passam a ter menos
consciência da sua vulnerabilidade ao IHV, embora a intenção de terem
comportamentos de risco não aumente, revela um estudo sobre as
atitudes e comportamentos sexuais de jovens adultos a ser divulgado
na sexta-feira pela Associação para o Planeamento da Família.
O trabalho, inédito, abordou as questões do risco face ao IHV e
à gravidez não planeada junto de jovens entre os 18 e os 25 anos (a
faixa etária onde os riscos são maiores), demonstrando que as
raparigas são mais conscientes, que nos indivíduos sem parceiro fixo
uma gravidez é mais provável, que os homens trabalhadores na
periferia são os que apresentam mais factores de risco e que os
parceiros, logo seguidos pelos pais, são quem maior influência tem
nos comportamentos de risco porque a emoção e o afecto são
determinantes.
O estudo revela ainda que normalmente os pais não têm a real
percepção das intenções de comportamento sexual dos filhos, o que vem
confirmar que uma educação sexual unicamente baseada em ensinamentos
sobre o corpo e a fisiologia do sexo, como acontece muitas vezes, não
é suficiente, sendo essencial a abordagem dos aspectos relacionais e
afectivos da sexualidade.

MAIS: http://www.lusa.pt

Linha de Sexualidade Segura

15 Junho, 2000

Linha de Sexualidade Segura para responder às questões dos jovens

A Linha de Sexualidade Segura, um número verde que entra hoje
em funcionamento, pretende dar resposta às dúvidas dos jovens sobre a
contracepção e a sexualidade, uma iniciativa da Associação para o
Planeamento de Família.
Pílula contraceptiva, preservativo, doenças sexualmente
transmissíveis, contracepção de emergência e informação sobre os
serviços existentes em todas as regiões do país são os principais
temas que se encontram à disposição dos jovens.
A Associação para o Planeamento de Família resume esta
iniciativa como uma linha informativa, confidencial e gratuita,
vocacionada para a contracepção.

Fonte: http://www.lusa.pt

Educação Sexual nas escolas

18 Junho, 2000

Associações de pais defendem período experimental para lei sobre educação
sexual

A Confederação Nacional de Associações de Pais considera
positiva a proposta governamental de regulamentação da lei da
educação sexual nas escolas, mas defende que esta deverá ter uma
fase experimental de dois anos, seguida de uma avaliação dos seus
efeitos.
Esta é uma das sugestões que a confederação faz num
parecer sobre a proposta, que irá enviar segunda-feira ao
Ministério da Educação.
A colocação de máquinas de preservativos nas escolas e a
formação de professores no domínio da sexualidade são algumas das
medidas a colocar em prática previstas na lei da educação sexual
nas escolas, aprovada pela Assembleia da República, em Julho de
1999.

Fonte: http://www.lusa.pt

90% das mortes por SIDA

ONU revela que países em vias de desenvolvimento detêm 90% das mortes por SIDA

Mais de 90% dos 33,6 milhões de pessoas contaminadas pelo
vírus da SIDA até ao fim de 1999, ou já a manifestar a doença,
viviam em países em vias de desenvolvimento, revela um relatório
da ONU.
A epidemia da SIDA nos países em vias de desenvolvimento
espalhou-se rapidamente às zonas rurais, afirma hoje um
comunicado conjunto da Agência das Nações Unidas para a
Agricultura e Alimentação e do Programa Comum da ONU sobre o
HIV/SIDA.
As duas entidades convidam os governos dos países
atingidos a tomar medidas para travar o fenómeno, afirmando que a
SIDA compromete o desenvolvimento agrícola e rural durável.
Os países africanos são os mais atingidos pela doença, com
o registo de mais de 80% das pessoas mortas pela SIDA.

Fonte: http://www.lusa.pt

13ª Conferência Internacional

Conferência Internacional da SIDA debate efeitos da doença

Mais de 5 mil delegados iniciam hoje em Durban, leste da África
do Sul, a 13ª Conferência Internacional da SIDA, uma iniciativa que
debaterá os efeitos de uma epidemia que afecta actualmente 34,3
milhões de pessoas no mundo.
Membros de governos, cientistas e investigadores, jornalistas e
peritos de todo o mundo irão debruçar-se sobre os efeitos desta
terrível doença, que desde a sua referenciação provocou já 18,8
milhões de mortos.
O facto da África do Sul acolher esta conferência confere-lhe um
interesse especial, face à polémica posição defendida pelo presidente
Thabo Mbeki, defensor da tese de que, em África, a sida está
intimamente relacionada com as condições socio-económicas
prevalecentes, como a pobreza e a falta de higiene.
Uma denominada Declaração de Durban, subscrita por mais de
cinco mil cientistas e peritos, entre os quais alguns prémios Nobel,
e divulgada há uma semana atrás, refere que a epidemia é
exclusivamente atribuída à infecção com o vírus HIV e que as provas
de que a sida é provocada pela infecção com os vírus HIV1 e HIV2 é
clara, básica e isenta de ambiguidades.

Fonte: lusa.pt

Preços mais baixos (13/05/2000)

13 Maio 2000 (BBC helth news)

Algumas indústrias farmacêuticas internacionais anunciaram grandes
reduções no preço de medicamentos utilizados no combate ao Sida, principalmente no sentido de combater a doença em África.

Mais: http://news.bbc.co.uk/hi/english/health/newsid_745000/745185.stm

Comportamento sexual dos infectados com HIV

As pessoas infectadas com o HIV, em Los Angeles, estão a ter comportamentos perturbantes, podendo levar à rápida propagação do vírus que causa a SIDA.

O alerta partiu de cientistas, que tentam explicar os relatórios de Janeiro com percentagens crescentes de HIV em São Francisco, Sidney, na Austrália, e Vancôver, na Columbia Britânica.

Um dos estudos de comportamento mais perturbantes abrangeu 113 homens bissexuais seropositivos em Los Angeles, e revelou que 31% faziam sexo desprotegido.
Foi ainda acrescentado que 54,5% dos inquiridos não revelou o seu estado infeccioso aos parceiros sexuais.

Num outro estudo sobre 53 homens no distrito de Los Angeles, 50% revelou ter tido contactos sexuais com uma média de 28 parceiros, num local público, nos anteriores seis meses, enquanto 41% declarou ter feito sexo desprotegido.

Fonte: Lusa

SIDA é o mais grave desafio ao desenvolvimento

A epidemia da Sida é “a mais grave ameaça para o desenvolvimento”, revela um relatório da ONU, ontem divulgado, no qual se apela aos governos para mobilizarem mais recursos e intensificarem os esforços de prevenção e cuidados.

Neste relatório, o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, refere que a doença atingia cerca de 36 milhões de homens, de mulheres e de crianças no final de 2000.

Só no ano passado, mais de 5 milhões de pessoas foram contaminadas e três milhões morreram devido à doença, um ritmo de mortalidade que, pelas contas de Annan, levará a que o crescimento económico das nações mais atingidas baixe 25%.

A África sub-saariana é a região do mundo mais atingida com 70% dos adultos e 80% das crianças portadoras do vírus da imunodeficiência humana e três quartos dos 22 milhões de pessoas mortas no mundo.

Fonte: Lusa

O preço dos medicamentos para a SIDA deve baixar

O Secretário Geral das Nações Unidas (ONU) afirmou na passada terça-feira a necessidade de baixar os custos dos medicamentos utilizados nos doentes com SIDA de forma a que estes se tornem mais disponíveis para os países pobres.

O Secretário Geral mostrou que as pessoas estão a morrer desnecessariamente nos países subdesenvolvidos por não terem acesso a estes medicamentos. Afirmou ainda que há um desfasamento na disponibilidade dos fármacos entre países ricos e pobres.

Kofi Annan realçou a importância de encontrar soluções para estes problemas e propôs algumas estratégias económicas que poderiam resultar.

Enquanto que o tratamento em países desenvolvidos está a aumentar a esperança de vida das pessoas infectadas, deve tentar-se melhorar as condições nos países mais pobres, onde 95% dos 36.1 milhões de pessoas infectadas com o HIV (o vírus da SIDA) vive, disse o Secretário Geral, num relatório elaborado para a Assembleia Geral da ONU.

Em África, a SIDA é a causa número um de morte, e é a região mais afectada com 70% dos adultos (infectados mundialmente) e 80% das crianças infectados mundialmente.

Fonte: Reuters Health

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