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Director Clínico do Hospital de Santarém ausente

O director clínico do Hospital de Santarém vai tornar público o protesto que fez internamente sobre o anúncio para contratação de médicos ao melhor preço e não pelo currículo, e não estará presente na visita que a ministra da Saúde fará hoje a esta unidade de saúde.

Filipe Rosas disse que viu com surpresa o anúncio que a Administração do Hospital Distrital de Santarém (HDS) fez publicar, no final de Janeiro, na sequência do seu pedido de contratação de mais médicos para as urgências de medicina interna e cirurgia geral, de onde tinham saído dois clínicos.

Segundo disse, fez de imediato uma nota de serviço, que vai divulgar publicamente, e deu conta do seu protesto e indignação junto da Administração, cuja resposta, refugiando-se alegadamente na lei, considerou ter sido pouco clara e pouco óbvia.

A sua posição sobre este anúncio miserável, despropositado e incorrecto será divulgada amanhã numa nota à imprensa e a sua ausência na visita de Manuela Arcanjo visa marcar uma posição, de quem não dá cobertura a acções de propaganda, expressão com que designa a forma como está a ser agitado o programa Acesso, cujo objectivo é reduzir as listas de espera nos hospitais.

Fonte: Lusa

Enfermeiros querem saber as razões....

O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) defende que tem de se analisar as razões do “fracasso” do Programa de Promoção de Acesso (PPA) porque considera que não basta dizer que os resultados do (PPA) ficaram aquém dos previstos.

A dirigente do SEP Guadalupe Simões comentou, desta forma, os resultados hoje divulgados pelo Ministério da Saúde do PPA/2000, segundo os quais, das 26.511 operações contratualizadas, foram realizadas 17.108 (65 por cento).

Para Guadalupe Simões, uma vez que a ministra da Saúde, Manuela Arcanjo, tinha assegurado que - se os resultados do PPA não fossem os previstos - se demitiria, chegou a altura de saber por que razão não foram cumpridas as cerca de 27 mil cirurgias contratualizadas.

Esta dirigente sindical defende a realização de avaliações intermédias para saber se as instituições estão ou não a cumprir o que se propuseram no âmbito do PPA.

Fonte: Lusa

Tribunal de Setúbal absolveu médica...

O Tribunal de Setúbal absolveu hoje uma médica acusada do crime de homicídio por negligência na forma grosseira, pela morte de uma jovem de 16 anos, mas a defesa vai interpor recurso.

Na leitura da sentença, o juiz não só absolveu a arguida do crime de homicídio por negligência, como considerou improcedente o pedido de uma indemnização superior a 40 mil contos, apresentado pelos familiares da jovem Isabel Soromenho Pinto.

A médica Cidália Ferreira era acusada de não ter efectuado uma visita ao domicílio de Isabel Pinto, que lhe teria sido solicitada pelo pai da jovem na madrugada de 30 de Maio de 1997, ao abrigo de um contrato de prestação de serviços médicos nocturnos com a empresa Sadomédica.

O pai de Isabel Soromenho Pinto, Raul Pinto, acusou a médica de ter desvalorizado os sintomas da filha - febre, vómitos e dores de cabeça - e de recusar a visita ao domicílio, aconselhando por telefone a medicação com comprimidos Panasorbe e com Perimperam.

De acordo com José Cabral, que presidiu ao julgamento, apesar da médica não ter agido com a diligência necessária, nada garante que uma visita à jovem teria evitado a sua morte que, segundo a autópsia, se ficou a dever a um edema pulmonar de origem desconhecida.

Fonte: Lusa

Listas de Espera: divulgados resultados do PPA

A ministra da Saúde, Manuela Arcanjo, divulga hoje no Hospital de Santarém os resultados do Programa para a Promoção do Acesso (PPA), de recuperação de listas de espera.

Manuela Arcanjo havia revelado no passado dia 19 de Janeiro que o PPA estava a ter bons resultados. No entanto, a Lusa apurou que, das 2.100 operações de recuperação de listas de espera contratualizadas com a União das Misericórdias (UMP) para 2000 apenas se realizaram 500.

Tendo surgido como uma forma de assegurar capacidade de resposta sempre que as instituições do Serviço Nacional de Saúde (SNS) não fossem capazes, por qualquer razão, de realizar intervenções de recuperação de listas de espera, o protocolo entre a tutela e a UMP apresentava-se como um instrumento que permitiria optimizar a prestação de cuidados de saúde aos cidadãos que aguardam intervenções cirúrgicas.

Fonte: Lusa

Manuela Arcanjo continua à espera da demissão...

A ministra da Saúde, Manuela Arcanjo, continua hoje a aguardar o pedido de demissão do director clínico do Hospital Distrital de Santarém, que ontem teceu duras críticas à política definida pelo ministério.

Em declarações à TSF, Filipe Rosas não retirou as críticas feitas à gestão de Manuela Arcanjo e disse que não se demitiria, remetendo, contudo, a decisão final para o corpo clínico que o elegeu.

Ontem, o director clínico do hospital recusou estar presente numa visita de Manuela Arcanjo à unidade, onde esta apresentou os resultados do programa de combate às listas de espera.

Filipe Rosas criticou a ministra e afirmou que a apresentação dos resultados do programa não passava de mera acção de propaganda para esconder a falta de soluções políticas para uma reforma urgente do Sistema Nacional de Saúde.

Fonte: Lusa

Dir. Clínico do Hospital de Santarém não se demite

O director clínico do Hospital de Santarém não vê razões para que a sua equipa se demita, e quer ouvir amanhã a opinião dos médicos que o elegeram sobre o repto à sua demissão lançado pela ministra da Saúde.

Filipe Rosas revelou à Agência Lusa que se reuniu hoje à tarde com os seus adjuntos, tendo estes declarado a intenção de continuar “por entenderem que têm desempenhado as suas funções com zelo e competência”.

O desafio lançado ontem à noite por Manuela Arcanjo surgiu depois de Filipe Rosas ter declarado que não estivera presente na visita da ministra ao hospital para não dar cobertura a “acções de propaganda que escondem a falta de soluções políticas para uma reforma urgente do Serviço Nacional de Saúde”.

Entretanto, o presidente do Conselho de Administração do Hospital de Santarém, Fernando Núncio, revelou que as declarações do director clínico foram “extemporâneas” e que não existem condições para continuarem a trabalhar na mesma equipa.

Fonte: Lusa

Min. de Saúde decide futuro do director clínico

O ministério da Saúde toma hoje uma decisão sobre o futuro do director clínico do Hospital Distrital de Santarém, Filipe Rosas, depois da polémica criada segunda-feira, adiantou uma fonte do ministério.

Na segunda-feira, Filipe Rosas não compareceu à visita que a ministra da Saúde, Manuela Arcanjo, realizou ao hospital de Santarém e onde apresentou os resultados do programa de combate às listas de espera.

O director clínico justificou a sua ausência por não querer avalizar meras acções de propaganda que escondem a falta de soluções políticas para uma reforma urgente do Serviço Nacional de Saúde.

Na sequência desta falta, a ministra esperou que o director clínico se demitisse, mas Filipe Rosas frisou que não deixava o cargo para o qual foi eleito pelo corpo clínico do hospital, a menos que este assim o entendesse.

Fonte: Lusa

Médicos do Hospital de Santarém apoiam Dir.Clínico

Os médicos do Hospital Distrital de Santarém deram hoje o seu apoio ao Director Clínico, Filipe Rosas, entendendo que este deve manter-se em funções “no interesse da instituição” e não se demitir, como exigiu a ministra da Saúde, Manuela Arcanjo.

A Comissão Médica do Hospital, que reúne cerca de 20 directores de serviços, foi hoje aberta a todos os médicos do Hospital Distrital, registando a participação de largas dezenas de clínicos.

Apesar do apoio unânime manifestado ao director clínico, a Agência Lusa apurou que alguns médicos foram críticos quanto à forma e ao momento escolhidos por Filipe Rosas para criticar a ausência de uma política para o Serviço Nacional de Saúde.

A ministra da Saúde deslocou-se na Segunda-feira ao Hospital de Santarém, para uma cerimónia oficial a que Filipe Rosas não compareceu, para marcar posição e se demarcar do que entendia ser uma acção de propaganda.

Fonte: Lusa

12.500 intervenções cirúrgicas em 2001

Mais do dobro das cirurgias a efectuar este ano serão feitas fora do Serviço Nacional de Saúde (SNS), no âmbito do programa de combate às listas de espera.

De acordo com dois despachos da ministra Manuela Arcanjo, a que a agência Lusa teve acesso, serão realizadas este ano 8.355 operações de recuperação de listas de espera fora do SNS, mais 4.190 cirurgias do que as contratualizadas em 2000 pelo Ministério da Saúde.

Para a duplicação contribuirão as cirurgias a realizar pela União das Mutualidades Portuguesas (UMP) e pela União das Misericórdias (UM), que deverão assegurar, respectivamente, mais 2.140 e 2.050 intervenções do que no ano passado.

Para o sector privado convencionado e para a União das Instituições Particulares de Solidariedade Social (UIPSS), o programa para 2001 de recuperação de listas de espera (PPA) mantém os mesmos números de cirurgias de 2000.

Este ano, de acordo com fonte do Ministério da Saúde, o PPA custará ao Estado cerca de 10 milhões de contos.

O programa vê reforçada este ano a participação das entidades exteriores ao SNS, embora fonte do gabinete de Manuela Arcanjo tenha alertado que as quotas de cirurgias contratualizadas com cada uma das organizações representam tectos máximos e não objectivos a atingir obrigatoriamente.

Fonte: Lusa

Plataforma Sindical acusa tutela de privatizar SNS

A Plataforma Sindical da Saúde responsabilizou hoje a tutela por uma política que aponta para “a privatização dos serviços públicos”, embora o ministério garanta que está fora de causa a privatização do Serviço Nacional de Saúde.

A Federação Nacional dos Médicos (FNAM), a Federação Nacional dos Sindicatos da Função Pública (FNSFP), o Sindicato das Ciências e Tecnologias da Saúde (SCTS) e o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) - que compõem a Plataforma - declararam a sua “total oposição ao descalabro da situação no sector da saúde”.

A Plataforma Sindical aponta o dedo à tutela em diversas situações, considerando que os objectivos do programa para a redução das listas de espera em cirurgia ficaram muito longe de ser atingidos e que o Ministério da Saúde está a aplicar uma política completamente contrária ao programa do governo.

Outro motivo de protesto da Plataforma refere-se ao Estatuto Jurídico dos Hospitais, argumentando os sindicatos que estão a ser “destruídas as carreiras profissionais e substituídas por contratos individuais de trabalho”.

Fonte: Lusa

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