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Árvores produzem albumina humana

Cientistas da Malásia descobriram uma nova aplicação para a árvore da borracha. Manipularam geneticamente esta árvore tropical para a .

A albumina representa cerca de 60 % das proteínas do sangue, e em cada mililitro de seiva desta árvore existe 1 miligrama de albumina, segundo o que foi revelado por estes investigadores à revista “New Scientist”.

Após isolar as sequências genéticas “promotoras” do genoma da árvore da borracha, foi possível, através da engenharia genética, inserir directamente no DNA desta árvore tropical a sequência que codifica a albumina.

“Plantações de árvores da borracha serão verdadeiros Biorreactores”, Hoong-Yeet Yeang, um investigador do “Rubber Research Institute”. De cada árvore é possível extrair diariamente 150 mililitros de seiva, logo, com uma média de 400 árvores por hectare, é possível obter a produção de albumina humana com um baixo custo e que poderá vir a ter uma preciosa aplicação terapêutica ou industrial.

Finalmente, após a extracção de albumina a seiva ainda poderá ainda ser vendida para a produção de borracha.

Fonte: GesundheitScout24

Criado vírus mortífero por engano

Na tentativa de criar uma nova vacina, investigadores de Camberra (Austrália) desenvolveram um vírus altamente mortífero.

A nova vacina estava a ser testada em ratinhos, mas todos morreram num espaço de nove dias. Este facto intrigou os investigadores australianos já que a pequena modificação que fizeram no vírus da varíola dos ratinhos não poderia ser responsável pela morte destes, uma vez que o vírus causa normalmente sintomas muito leves nos ratinhos.

Através da uma manipulação genética foi introduzido, nesse vírus, o gene que codifica a interleucina 4 (IL-4). Este deveria aumentar a produção de um mediador inflamatório e assim estimular a produção de anti-corpos.

Em vez disso, este “vírus alterado” inibiu a reacção imunitária dos ratinhos, matando toda a sua população. Até os ratinhos que tinham sido imunizados previamente contra o vírus da varíola morreram. Embora esse vírus não represente nenhum perigo para os seres humanos, podemos especular que a inserção deste gene (que codifica a IL-4) em vírus patogénicos para o Homem terá um efeito semelhante ao verificado nos ratinhos.

Podemos estar assim perante uma nova arma biológica.

A publicação desta experiência mereceu uma longa reflexão por parte destes investigadores, que assim pretendem chamar a atenção para o facto de que esta tecnologia mortal se encontra actualmente disponível.

Fonte: Medical Tribune

Ratos com células humanas

Cientistas norte-americanos implantaram células humanas no cérebro de ratinhos. Pretendem assim testar nestes ratos eventuais formas terapêuticas para várias doenças do sistema nervoso central tais como a Doença de Alzheimer ou a Doença de Parkinson.

Este estudo foi divulgado pela firma de biotecnologia Stemcells Inc., sedeada na Califórnia. Os investigadores envolvidos neste projecto conseguiram implantar no cérebro destes roedores células Stem pluripotenciais humanas, que aí se diferenciaram em células nervosas.

Estas células constituem actualmente a nova esperança terapêutica para muitos pacientes de todo o mundo. Cientistas acreditam que estas células poderão curar muitas doenças do sistema nervoso central e outros tipos de disfunções orgânicas como insuficiência cardíaca ou renal. Alguns acreditam mesmo que estas células poderão curar tetra e paraplégicos.

Os investigadores afirmaram que não pretendem criar, com esta experiência, ratos com “cérebros humanos”; mas sim abrir o caminho para o desenvolvimento de novas terapêuticas na área da Neurologia

Contudo a empresa responsável por esta investigação, admitiu já a realização de uma avaliação deontológica independente a este projecto.

Fonte: Net Doktor

Premiado método que reduz sacrifício de animais

Um professor do Instituto de Fisiologia da Universidade de Lausana, Suíça, foi distinguido com o Prémio da Fundação E. Naef por trabalhos sobre o cultivo de células cerebrais em proveta que reduzem o sacrifício de animais em laboratório.

Nos últimos anos, Paul Honegger tem-se dedicado ao desenvolvimento de um modelo alternativo que permite provar a toxicidade de determinadas substâncias e estudar os efeitos ao nível celular de doenças como a esclerose em placas ou acidentes vasculares cerebrais.

O modelo agora premiado permite que se possam obter numerosos agregados celulares a partir de células de um mesmo cérebro.

As células que dão origem ao cultivo em proveta são extraídas do cérebro ainda imaturo de embriões de ratos, e depois separadas mecanicamente umas das outras mediante um procedimento técnico específico.

Fonte: Lusa

Congresso dos EUA inquere FDA sobre clonagem human

12 de Março, 2001

Em 1998 a Food and Drug Administration (FDA), agência fiscalizadora dos medicamentos e alimentos consumidos nos EUA, criou uma série de normas que obrigava a aprovação da agência a qualquer experimentação médica em humanos, incluindo clonagem.

Todas as propostas tinham que ser revistas e aprovadas pela FDA como sendo seguras. Este pré-requisito é difícil de atingir com as tecnologias existentes uma vez que é aceite que, hoje em dia, essas experimentações acarretam consigo perigos das mais variadas ordens. Considera-se a clonagem como uma técnica não-segura, que apresenta grandes probabilidades de aparecimento de deficiências e degenerências em possíveis bebés clonados, por experiências em outros seres vivos.

Agora é o Congresso norte-americano que pretende saber o que tem feito a FDA em termos de fiscalização de projectos de clonagem. James Greenwood, um membro do Congresso e presidente da assembleia do House Energy and Commerce Subcommittee on Oversight and Investigations, enviou uma carta à FDA pedindo-lhe que esclarecesse o que tem feito desde então como medidas de fiscalização de projectos de clonagem e experimentação em humanos. Este procedimento vem no seguimento do aparecimento de uma cascata de notícias relativas à investigação de clonagem em humanos.

A revista Time, por exemplo, publicou na capa do mês passado um artigo sobre os potenciais perigos e vantagens da clonagem e informou que muitos cientistas estavam quase prontos para efectuar clonagem em humanos.

Especialistas em infertilidade como o Dr. Panos Zavos e Sevrino Antinori afirmam estar a formar um consórcio para criar o primeiro clone humano e ajudar centenas de casais estéreis que procuram ajuda.

Cientistas na Coreia do Sul afirmam já terem clonado um embrião humano mas disseram tê-lo destruído em vez de implantá-lo num útero de uma mulher.

Histórias recentes nas revistas Wired e New York Times noticiam os esforços levados a cabo por uma seita religiosa canadiana, os Raelians, que, para além de quererem ser os primeiros a dar as boas-vindas a extraterrestres que nos visitem, têm intenções de clonar um rapaz de 10 anos
que morreu e que os pais esperam fazê-lo viver outra vez por meio de clonagem. Esta seita afirma ter os meios tecnológicos e científicos para o fazer assim como 50 mulheres dispostas a receber o embrião, uma vez que a percentagem de sucesso é baixa.

Estes indivíduos procuram países com pouca fiscalização para levarem a cabo os seus projectos. A clonagem humana total é banida na maioria dos países mas é legal nos EUA e em Itália, segundo a New Scientist. Vários especialistas afirmam que, teoricamente é possível, de forma mais ou menos simples, clonar um ser humano, e temem que isso esteja a ocorrer clandestinamente.

A clonagem surge como uma esperança para pessoas que querem reaver entes queridos que morreram, resuscitando-os e para pessoas que não conseguem ter filhos, não se chocando com o facto de terem filhos geneticamente iguais ao pai ou à mãe.

É certo que a clonagem humana pode alterar a vida de todas as pessoas e as concepções filosóficas, religiosas, sociais e políticas de toda a humanidade. Muitos especialistas afirmam que a notícia do primeiro bebé clonado está próxima (poucos anos ou até meses) e uma discussão ética séria sobre o assunto é, de certo, fundamental.

Helder da Cunha Pereira
MNI ­ Médicos Na Internet

Fonte: Reuters, Time Magazine e New Scientist

RE: Congresso dos EUA inquere FDA sobre clonagem h

Gostaría de saber que tipo de penas estão previstas para este tipo de crimes, como a clonagem de seres humanos. Tanto quanto percebi a clonagem de seres humanos é proibída na maioria dos países. Resta saber o que acontece a quem violar essas normas. Se dessa violação advierem consequências graves para o clone, que sanções estarão ainda previstas? É preciso pensarmos na responsabilização destas pessoas.

RE: Congresso dos EUA inquere FDA sobre clonagem h

Cara Maria Oliveira,

Concordo quando diz que se deve responsabilizar as pessoas que fazem clonagem humana.
Penso que a matéria, hoje em dia, é muito polémica e delicada. Parece que a tecnologia anda mais depressa do que as mentalidades e, segundo sinto que acontece, as pessoas parecem estar à espera para ver o que acontece.
Neste momento a clonagem é considerada perigosa, por experiências em animais, já que estes nascem com muitas deficiências. A verdade é que não vejo nenhum governo a proibir terminantemente o prosseguimento da investigação sobre a clonagem. Muito pelo contrário, vejo pessoas a declarar publicamente a vontade e a assegurarem que clonarão o primeiro ser humano até daqui a 2 anos e não vejo ninguém a fazer nada para os impedir. Infelizmente este parece um comboio em andamento que já ninguém sabe parar.

Se quiser saber mais sobre o assunto aconselho a leitura do seguinte:

http://bioethics.gov/pubs/cloning1/executive.htm (parecer da associação de bioética norteamericana)

http://www.time.com/time/health/article/0,8599,98998,00.html (artigo da Time magazine)

http://www.humancloning.org/ (Fundação pró-clonagem)

Espero que continue a participar nos nossos fóruns.

Cordialmente,

Helder Pereira

Transplantes - vida ou morte

21 de Março, 2001

Médicos suecos conseguiram transplantar o pulmão de um homem que sofreu um ataque cardíaco para uma mulher que sofria de um estado terminal de doença crónica obstrutiva pulmonar (DCOP). Embora os transplantes pulmonares não sejam novidade, as circunstâncias deste caso levantaram várias questões éticas.

O dador foi considerado morto depois de os médicos não o terem conseguido reanimar após o ataque cardíaco. Este tipo de dadores são aqueles cujo coração parou, contrariamente àqueles que são declarados mortos por término da actividade cerebral (clinicamente mortos).

As questões que se levantam vão desde a de saber se a necessidade de obter um órgão fresco para transplante não influencia o empenho com que os médicos tentam reanimar o paciente até a de determinar se um orgão está suficientemente viável para poder trabalhar eficazmente no seu receptor.

É que, ao contrário dos casos de pessoas que não têm actividade cerebral e estão declaradamente mortas mas cujos órgãos estão ainda em bom estado e mantidos funcionais artificialmente, o tempo é crítico em pacientes cujo coração parou.

Os médicos suecos, para tentar resolver este problema, desenvolveram uma técnica que consiste na preservação, por circulação de líquidos intravenosos frios, do pulmão de um potencial dador, por várias horas após o seu coração ter parado de bater. Este método mostrou-se eficaz na preservação de um pulmão transplantado numa mulher de 54 anos que sofria de DCOP severa que funciona eficazmente cinco meses após o transplante.

Antes de tentar alguma coisa, a equipa médica consultou profissionais de saúde, o clero, juízes e o público em geral para chegarem a um consenso ético. Foi considerado, segundo este inquérito, não-ética qualquer operação a um corpo até 1 hora após o coração ter parado, mas a preservação pelo frio do pulmão deve ser considerado aceitável.

A questão, segundo especialistas contactados pela Reuters, é, no interesse de salvar um órgão, quanto tentam os médicos salvar um paciente? Porém, especialistas fazem notar também que a equipa que trata e tenta salvar o paciente é, ou deve ser, diferente daquela que vai transplantar o órgão.

Recentes escândalos no Reino Unido em que médicos retiravam órgãos e partes do corpo de crianças mortas sem a autorização dos pais veio aumentar o cepticismo do público no que diz respeito a transplantes.

Questões como estas podem tornar o público, já pouco predisposto a ceder os seus órgãos, a ficarem ainda mais cépticos e a agravar-se a situação de falta de órgãos para transplante.

Em alguns centros hospitalares dos EUA, a falta de órgãos para transplante e as enormes listas de espera fazem com que estes optem por retirar órgãos a pacientes cujo coração parou de bater.

Fonte: Reuters

Engenharia genética pode proteger colheitas

Cientistas da Universidade da Pensilvânia identificaram um gene responsável pela maturação nas plantas que pode evitar o polémico uso de genes de outras espécies para conseguir culturas resistentes aos insectos.

Até agora, a resistência do milho, a pestes e pragas conseguiu-se através da incorporação, com técnicas de engenharia genética, de um gene procedente de uma bactéria, Bacillus
thuringiensis.

No caso de alguns tomates geneticamente modificados, a maturação das plantas consegue-se com a incorporação de um gene procedente de um peixe.

Ambas as técnicas são polémicas, porque para os críticos a mistura de genes de plantas e animais é um processo cujas consequências a longo prazo para a alimentação humana são ainda
imprevisíveis.

Investigadores da Universidade da Pensilvânia encontraram agora um gene, presente em todas as plantas, que parece ter um papel chave no processo de maturação e esperam poder usá-lo contra
as pragas.

Seita está já a produzir o primeiro clone humano

A sociedade Clonaid, ligada à seita dos Raeliens, começou em Dezembro os trabalhos para produzir o primeiro clone humano, num laboratório secreto nos Estados Unidos.

O anúncio partiu da própria directora científica do Clonaid, a francesa Brigitte Boisselier, perante a comissão de inquérito da Câmara dos Representantes.

A professora de química escusou-se a revelar o local onde trabalha com mais quatro cientistas, acrescentando que as investigações vão prosseguir nos EUA enquanto isso for legal.

Os Raeliens professam a crença de que a vida na Terra foi estabelecida por extra-terrestres vindos em discos voadores há 25 mil anos e que os humanos são clones.

Entretanto, a Agência Federal que controla os produtos Alimentares e Farmacêuticos advertiu já a seita para o facto de estar proibida qualquer tentativa não autorizada de clonagem humana.

Fonte: Lusa

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