Notícias

Comente as seguintes notícias

Primeiro transplante cardíaco em Portugal

Em 1986, uma equipa médica, chefiada pelo cirurgião Queiroz e Melo, efectuava, no Hospital de Santa Cruz, Lisboa, a primeira transplantação cardíaca em Portugal.

O transplante, realizado 18 anos após a operação pioneira levada a cabo na África do Sul pela equipa de Christian Barnard, fez entrar a paciente, Eva Pinto, 54 anos, para a história da medicina em Portugal.

Fonte: Lusa

ONTARGET

Segundo o Professor Michael A. Weber da Universidade de Nova York, vai ter inicio este ano “um dos mais importantes estudos jamais realizados no âmbito da cardiologia”.

Este estudo, no qual irão participar perto de 30.00 pacientes com idade superior a 55 anos, foi baptizado com o nome de ONTARGET.

O seu objectivo é avaliar se, com o Telmisartan, um inibidor especifico dos receptores da Angitensina II, se consegue uma protecção cardíaca e circulatória pelo menos equivalente à alcançada pelo Ramipril (um Inibidor da Enzima de Conversão da Angiotensina; IECA). Também se pretende avaliar se a combinação destes 2 fármacos atinge ainda melhores resultados.

O protótipo desta investigação é o estudo HOPE, no qual ficou provado que o uso de Ramipril diminuiu em 25% a mortalidade dos doentes com diabetes ou patologia cardiovascular. O risco de enfarte agudo do miocárdio diminuiu cerca de 20%, e o risco de sofrer um AVC (Acidente vascular cerebral) diminuiu em cerca de 32% em relação ao grupo controlo medicado com um placebo.

A expectativa é de que os resultados da utilização do Telmisartan sejam ainda melhores do que os obtidos no estudo HOPE.

Esta esperança fundamenta-se em 2 pontos principais:
-com os bloqueadores dos receptores da angiotensina II, poderão evitar-se os restantes efeitos produzidos pela angitensina 2, que persistem apesar do tratamento com IECA´s
- o nível de Bradicininas se mantém constante, ao contrário do que sucede com o uso de IECA´s.

Não vão fazer parte deste estudo os doentes que sofrem de insuficiência cardíaca.

ONTARGET:

As suas iniciais significam “ONgoing Telmisartan Alone and in combination with Ramipril Global Endpoint Trial”. Trata-se de um estudo duplamente cego (em que nem o paciente nem o médico sabem qual o medicamento administrado) com 3 vertentes. Segundo o Professor Salim Yusuf de Hamilton (Canadá) um total de aproximadamente 24.000 pacientes com risco cardiovascular, será subdividido em 3 grupos: um receberá 80 mg diários de Telmisartan, outro 10 mg por dia de Ramipril, e o último 80 mg de Telmisartan junto com 10 mg de Ramipril diariamente.

Existe ainda um estudo paralelo com o nome TRANSCEND, onde participarão os pacientes que não toleram a medicação com IECA, e que receberão um placebo.

O ONTARGET irá iniciar-se ainda este ano e prevê-se que dure aproximadamente 5 anos e será patrocinado pela Boehringer Ingelheim GmbH.

Fonte: Ärzte Zeitung

Nova substância aumenta a elasticidade dos vasos

Uma equipa médica do Hospital Universitário Johns-Hopkins (Maryland, EUA), desenvolveu um novo medicamento que diminui a rigidez dos vasos sanguíneos - característica dos fenómenos arterioscleróticos.

A perda de elasticidade dos vasos é um grande problema epidemiológico em todo o mundo, e que atinge a maioria dos indivíduos com mais de 60 anos de idade.

Para este estudo, foi constituido um grupo do qual fizeram parte 93 pacientes com mais de cinquenta anos de idade, e que padeciam de doença arteriosclerótica. Uma parte destes indivíduos tomou o medicamento em causa, e outra parte um placebo, durante o período de oito semanas consecutivas.

Este medicamento conseguiu induzir um aumento médio da elasticidade dos grandes vasos em cerca de 18%, ao mesmo tempo que a pressão arterial sistólica diminuiu significativamente.

Este medicamento actua através da desintegração de certos hidratos de carbono, o que impede a agregação de proteínas que de outra forma se ligariam a outras proteínas estruturais da parede vascular, aumentando assim a sua rigidez.Quanto mais proteínas se agregarem, mais rígida fica a parede vascular, o que por sua vez implica um aumento da tensão arterial.

Os investigadores afirmam que este fármaco actua sobre os grandes vasos, ao contrário dos outros medicamentos já existentes no combate à arteriosclerose.

Fonte: Net Doktor

Os Jovens também devem cuidar do seu coração

20 de Março, 2001

Investigadores norte-americanos avisam que os homens, mesmo aqueles que se encontram na segunda, terceira ou quarta décadas de vida, devem evitar os factores de risco de doença coronária, tais como: o tabaco, a hipercolestrolémia e a hipertensão arterial.

Os jovens em que estes factores de risco prevalecem têm uma maior probabilidade de vir a falecer por doença cardíaca segundo revela Elena L. Navas-Nacher e colegas, da Faculdade de Medicina da Universidade de Northwestern em Chicago (EUA).

Este estudo, que teve a duração de 20 anos e englobou mais de 11.000 homens com idades compreendias entre os 18 e os 39 anos e cerca de 9.000 homens entre os 40 e os 59 anos de idade, foi publicado na edição de hoje da revista médica “Annals of Internal Medicine” (2001; vol.134: pág.433-439).

Em ambos os grupos foram avaliados os factores de risco para doença coronária incluindo o peso, os níveis sanguíneos de colesterol, o tabaco e a tensão arterial.

Ao longo destes 20 anos de estudo faleceram 455 homens e apenas um terço destes (155) devido a doença cardiovascular .

Por cada aumento de cerca de 40 mg/dl do nível sanguíneo de colesterol dos homens entre os 18 e 39 anos, o risco de morte por doença cardiovascular duplicava. O risco associado à idade, ao tabaco e à hipertensão arterial está implicado no desenvolvimento de doenças cardíacas tanto em jovens como em pessoas mais idosas.

Os autores concluem que:”Estes dados confirmam o conceito de que os factores de risco para o desenvolvimento de doença cardiovascular em homens jovens (entre os 18 e os 39 anos), tem um papel extremamente importante no risco de morte por doença coronária a médio prazo”.

Fonte: Reuters

Terapia Genética

Num congresso de cardiologia em Orlando, EUA, foram apresentados os primeiros resultados de um estudo em que se procurou aumentar a angiogénese (formação de novos vasos sanguíneos) em humanos utilizando para tal um adenovírus geneticamente modificado.

Os resultados comprovam que este tipo de terapia genética é segura, bem tolerada e provavelmente eficiente.

AGENT (GENeTherapy Trial in Patients with Stable Angina pectoris) é o primeiro estudo em que um vírus manipulado geneticamente foi colocado directamente nas artérias coronárias de pacientes com isquémia cardíaca. Este vírus transportava o código genético para a produção do factor de crescimento dos fibroblastos 4 (FGF-4) que supostamente estimula a angiogénese.

Não se trata, ainda, de um estudo terapêutico para avaliar a eficácia do tratamento em doentes coronários, pois o seu objectivo principal é comprovar a sua segurança e qual a dose padrão a utilizar. Os efeitos revascularizantes também foram avaliados.

Sob a tutela do Professor Cindy Grines foram escolhidos 79 pacientes com o diagnóstico de angina estável, e com um mínimo de 70% de estenose da coronária afectada. Os indivíduos tinham idades compreendidas entre 30 e 75 anos. 60 pacientes foram tratados com o vírus modificado enquanto 19 foram intervencionados sem o uso de um principio terapêutico activo (grupo controlo).

Os 60 indivíduos submetidos a esta terapêutica inovadora foram divididos em 5 subgrupos recebendo dosagens diferenciadas (desde 320 milhões a 32 mil milhões de unidades). Após um mínimo de 3 meses de observações, durante os quais foram realizados vários testes de segurança para averiguara a presença de vírus nos líquidos corporais (no sémen por exemplo), os pacientes foram submetidos a 2 provas de esforço que permitiram concluir este estudo.

Não se verificou a existência de efeitos secundários durante, nem após a infusão do vírus.

Comprovou-se o seu efeito revascularizante nos pacientes que receberam o FGF-4, verificando-se um aumento da resistência à prova de esforço em 30%. A terapia genética para doentes coronários (e não só) poderá estar para breve.

Estão assim lançadas as bases para se iniciar um alargado estudo terapêutico nesta área.

Fonte: Ärzte Zeitung

D. cardiovasculares matam 120 portugueses por dia

As doenças cardiovasculares são responsáveis todos os dias por 120 mortes em Portugal, contribuindo anualmente para 12 milhões de mortes em todo o mundo.

Com base nestes números, prevê-se que em 2020 o índice de mortalidade atinja os 19 milhões de pessoas, uma estimativa avançada hoje pela directora do Hospital São Francisco Xavier, Ana Aleixo, no XXII Congresso Português de Cardiologia, a decorrer até amanhã em Vilamoura.

De acordo com a especialista, a prevalência destas patologias nos países da União Europeia vai aumentar nos próximos dez a quinze anos, continuando a ser responsáveis pelo maior acesso às urgências e factor principal de doença, morbilidade e invalidez.

Fonte: Lusa