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Novo medicamento para o cancro da mama

2 de Março, 2001

Uma nova terapia para o tratamento do cancro da mama foi desenvolvida e mostra-se menos tóxica em termos cardíacos. Este novo medicamento – denominado Myocet - corresponde à substância doxorubicina, normalmente usada em pacientes com cancro da mama, encapsulada em pequenos sacos lipídicos, denominados lipossomas.

A doxorubicina danifica os vasos sanguíneos do coração em cerca de 5% dos doentes que tomam a dose máxima recomendada. Num estudo recente, conduzido por investigadores canadianos, comparou-se a eficácia e toxicidade da doxorubicina com e sem o envolvimento dos lipossomas.

Os resultados mostraram que só 6% das pacientes que tomaram Myocet desenvolveram problemas cardíacos, em comparação com 21% às quais foi administrada a forma comum da doxorubicina.

Em termos de eficácia os dois medicamentos são equivalentes. Foi observada uma resposta total ou parcial a ambos os tratamentos em 43% das pacientes.

Os investigadores afirmam que o Myocet foi já aprovado na Europa e que estará disponível em Abril.

Fonte: Reuters Health

Investigadores conseguiram evitar a metastização..

Investigadores da Universidade de Dusseldorf (Alemanha) em associação com cientistas de Essen (Alemanha), da Califórnia (EUA) e do México descobriram como é que as células cancerígenas da mama se ligam a outros órgãos e aí se desenvolvem dando origem a metástases muitas vezes fatais.

O objectivo deste grupo de investigadores era apurar a razão porque este tumor metastizava principalmente para os gânglios linfáticos, medula óssea e pulmão e muito raramente para outros órgãos. Muitas pacientes morrem devido a estas metástases e não do tumor da mama propriamente dito.

Desde há muito tempo, investigadores em todo o mundo atribuem esta preferência para a metastização de determinados tumores a proteínas presentes na superfície celular, em que a um determinado factor expresso na célula cancerígena corresponde um receptor especifico (mecanismo tipo chave-fechadura) em tecidos normais pré-determinados que o tenham na sua membrana celular, onde as células malignas se ligam, multiplicam e formam uma metástase.

Este grupo de cientistas, através de um estudo minucioso de várias proteínas de superfície, descobriu que o factor expresso pelas células tumorais, denominado por “CXL12” encontra o seu receptor nos tecidos que apresentem o receptor, conhecido pelas iniciais “CXCR4”. Experiências em animais com anti-corpos anti-CXCR4 (que bloqueiam esse receptor) demonstraram que foi possível evitar a metastização do carcinoma da mama.

Fonte: Net Doktor

Nova técnica permite detectar células do cancro

Uma nova técnica que permite iluminar as células malignas do cancro da mama com uma substância fluorescente poderá vir a ser útil no diagnóstico da doença, afirmaram cientistas norte-americanos.

O método, que utiliza uma substância denominada tricarbo-cianina, baseia-se na introdução de moléculas fluorescentes no fluxo sanguíneo.

Essas moléculas viajam até ao peito e procuram as células cancerígenas para se fixarem nelas, explicaram cientistas da Universidade da Pensilvania durante a reunião da Sociedade norte-americana de Física, em Seattle.

Uma vez dentro das células cancerígenas, explicou Britton Chance, um dos investigadores, as moléculas fluorescentes começam a emitir um sinal que pode ser captado através de sensores. Este procedimento poderá ajudar a detectar cancros numa fase prematura.

Fonte: Lusa

Identificados genes que condicionam resposta ...

Investigadores da Universidade Duke, na Carolina do Norte, identificaram três genes hereditários cuja variação determina a resposta ao tratamento do cancro da mama e a sobrevivência da paciente à doença.

Os cientistas acreditam que se se confirmarem as suas pesquisas em futuras investigações, a descoberta poderá permitir a criação de terapias personalizadas para cada doente.

Além disso, admitiram que poderia ser importante para
outros tratamentos, uma vez que estes genes estão amplamente implicados na forma como o organismo processa os medicamentos.

William Petros, professor de medicina clínica no Centro de Tratamento Integral do Cancro da Universidade Duke, afirma que apesar de se administrarem os mesmos medicamentos a dois pacientes, as concentrações de droga no sangue variam substancialmente.

Os três genes descobertos são considerados factores que, no tratamento do cancro, condicionam as concentrações dos medicamentos no sangue e que podem afectar a linha subtil entre a eficácia e a toxicidade intolerável, assegura Petros.

Fonte: Lusa

Diagnóstico precoce do cancro da mama

O cancro da mama continua a ser um dos cancros mais frequentes na mulher. Um diagnóstico precoce, antes do aparecimento das primeiras metástases, é normalmente sinónimo de um tratamento bem sucedido.

Um programa CAD desenvolvido nos EUA, baptizado com o nome de “ ImageChecker” permite uma avaliação mais pormenorizada das mamografias. As radiografias da mama são digitalizadas através de um “scanner” e o computador equipado deste programa reconhece e assinala automaticamente “lugares suspeitos” na mamografia. Os médicos poderão então analisar pormenorizadamente esses locais na radiografia original.

Para avaliar a fiabilidade deste inovador programa iniciou-se um estudo em que foram avaliadas as mamografias de 13 000 mulheres por um grupo de Imagiologistas. De seguida foi a vez do referido programa analisar as radiografias mamárias do mesmo grupo de mulheres.

O resultado demostrou que 49 casos suspeitos só foram descobertos depois da ajuda prestada pelo programa aos referidos médicos. Em oito casos o computador classificou a imagem como suspeita descordando com a opinião dos especialistas.

Embora não detecte todos os cancros iniciais, o uso deste programa poderá ajudar os especialistas na correcta avaliação das mamografias.

Fonte: Medicine Worldwide

RE: Investigadores conseguiram evitar a metastização..

Boa noite,

Li a sua mensagem com muito interesse porque a minha mãe está precisamente com este problema e isto trouxe-me alguma esperança.
Se tiver mais alguma informação acerca dos anti-corpos anti-CXCR4, possíveis tratamentos e locais onde estes se realizem, ficava muitíssimo grata se mos facultasse.

Com os melhores cumprimentos e votos de muita saúde.

Iva Silva