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Factores ambientais

Cancro depende mais de factores ambientais do que dos genes

A incidência de determinados tipos de cancro parece estar
mais relacionada com a influência de factores ambientais do que
propriamente por factores hereditários.
Um grupo de investigadores escandinavos efectuou vários
estudos, realizados em mais de 90 mil irmãos gémeos, onde se
verificou que factores como o consumo de tabaco, álcool, o tipo de
alimentação e as substâncias a que nos expomos diariamente têm
importância no desenvolvimento do cancro.
Nos 90 mil casos de gémeos estudados, os investigadores
concluíram que a hereditariedade é responsável por 42 por cento
dos casos de cancro da próstata e 35 por cento de cancros do cólon
e recto, embora a incidência seja menor para outros tipos de
cancro, atingindo os 27 por cento no caso do cancro da mama.
Por sua vez, os factores ambientais de risco como o
tabaco, o álcool, uma dieta com níveis elevados de gorduras e
oxidantes, a poluição ambiental e condições higieno-sanitárias
deficientes parecem ter uma incidência importante, podendo chegar
aos 80 por cento em numerosos tipos de cancro.

Fonte: lusa.pt

RE: Bem-vindo

saudações
e possivel dizerem-me quais os sintomas dos tumores no colon e no recto,
jorge carvalho

Sintomas dos cancros colo-rectais

Exmo. Sr. Jorge Carvalho,

Venho, na medida do que me for possível, satisfazer a curiosidade que manifestou.
Aproveito para agradecer e encorajar a participação.
Assim, entre os sintomas e sinais de cancro do cólon e do recto, podemos ter alteração dos hábitos intestinais (obstipação, diarreia ou, mais frequentemente, uma alternância das duas); dor abdominal, constante ou em cólica (neste último caso, a dor pode acompanhar-se de sensação de distensão abdominal, náuseas e vómitos); perda de sangue pelo ânus, que pode vir, ou não, misturado com as fezes e apresentar cor vermelho vivo, castanho escuro ou, mesmo, preto (neste último caso, as fezes podem adquirir o aspecto característico de borra de café); emissão de muco pelo ânus, que pode vir, ou não, misturado com as fezes; Deve sublinhar-se, contudo, que muitos pólipos e cancros do cólon e recto não produzem sintomas antes de serem excessivamente grandes. No entanto, é importante que sejam detectados enquanto são pequenos e, como tal, susceptíveis de serem removidos.

Com os meus melhores cumprimentos,
Carlos Neves Vaz

Sintomas dos cancros colo-rectais

Boa tarde,

Em relação aos sintomas apresentados sinto-me um pouco incomodada visto que dois deles apresento regularmente de à uns anos para cá, concretamente 2 anos.
é de assinalar que normalmente obro bastante mal embora ultimamente tenha obrado assiduamente.
Mas acontece é que assiduamente quando obro e como já disse de à uns anos para cá apresento sangue vivo nas fezes (embora os médicos com quem falo sobre isto dizem-me que só se fosse sangue escuro é que era preocupante) e muco nas fezes.

Deverei fazer mais exames..quais..aconselham algum médico em particular. Comop informação adicional tenho 28 anos e de à uns tempos para cá sinto um enorme cansaço.

RE: Resposta a Ana Lourenço

Exmo Dr. Carlos Vaz,

Agradeço desde já a atenção dispensada e a resposta atempada. Os seus esclarecimentos prestados serviram-me para me elucidar acerca do assunto em questão. Devo elogiá-lo pelo profissionalismo demonstrado.

Prometo manter-me em contacto, e desejo a criação e manutenção de grupos de discussão como estes já que são deveras essencias para esclarecer a maioria da população,

Atentemante, os meus mais calorosos cumprimentos,

Ana Lourenço

Resposta a Ana Lourenço

Exma. Sra.

Efectivamente, os sintomas que descreve fazem parte do conjunto de sintomas possíveis num cancro colo-rectal; e não é exacto que só a hemorragia de sangue de cor escura seja importante - de facto, muitas neoplasias (ou cancros) cursam com hemorragias de sangue vermelho vivo, sobretudo se localizadas no recto.

Ainda assim, no seu caso particular, sendo uma jovem com 28 anos, a probabilidade de que tais sintomas correspondam a um cancro depende, sobretudo, da existência, ou não, de história familiar de pólipos colo-rectais ou cancro colo-rectal ou da co-existência de uma doença inflamatória do intestino chamada colite ulcerosa.
Genericamente, poder-se-ía dizer que se nenhum dos seus familiares em 1º ou 2º grau tem, ou teve, um cancro colo-rectal e se você não tem uma colite ulcerosa já diagnosticada, a probabilidade de ter um cancro colo-rectal, apesar daqueles sintomas, é muito baixa, quase nula.

Em qualquer caso, uma perda de sangue nas fezes, independentemente do seu aspecto ou da idade do doente, obriga SEMPRE a uma observação médica.

As causas mais prováveis para a sua hemorragia são hemorróidas ou uma fissura anal; ambas podem requerer algum tipo de tratamento e não é saudável deixar-se andar indefenidamente com perdas hemorrágicas. Outra causa, embora francamente menos frequente, será uma doença inflamatória do intestino:doença de Crohn ou colite ulcerosa; qualquer destas, embora menos provável, constitui uma situação séria e deve ser despistada. Por outro lado, devem despistar-se doenças gerais, não sediadas no intestino mas que afectam a coagulação do sangue e que, só por si, facilitam o aparecimento de hemorragias em qualquer local do organismo. Finalmente, o próprio cancro colo-rectal não pode ser completamente excluído sem uma observação capaz. Existem, ainda, várias outras condições menos frequentes que podem associar-se a perdas hemorrágicas pelo ânus.

Assim, em resumo, diriamos que
1º- É muito pouco provável que os sintomas que descreve correspondam a um cancro colo-rectal; no entanto, esta probabilidade aumenta francamente se tiver algum familiar directo com história de cancro colo-rectal (e, ainda mais, se for mais do que um familiar) ou se tiver uma colite ulcerosa.
2º- Os diagnósticos mais prováveis serão uma doença hemorroidária ou uma fissura anal.
3º- É obrigatório consultar o seu médico de família ou um coloproctologista. Só assim se poderão excluir com toda a segurança as hipóteses mais sérias, chegar a um diagnóstico definitivo e proceder ao tratamento adequado. Não se esqueça que, mesmo não tendo qualquer doença maligna, as perdas hemorrágicas pelo ânus são prejudiciais e devem ser tratadas.

Aproveito para lhe endereçar os meus melhores cumprimentos, bem como para agradecer e encorajar a participação.

Carlos Neves Vaz

RE: Resposta a Ana Lourenço

Caros Dr. Carlos Vaz e Ana Lourenço,

A partilha da informação que trocaram é proveitosa para todos os leitores deste forum.

Todavia, recomendamos que interacções deste teor decorram dentro do nosso Serviço de Aconselhamento Médico (SAM).

Esta recomendação da MNI visa sobretudo lembrar a existência do SAM e esperamos que os nossos leitores se sintam encorojados a utilizar todos os nossos serviços da melhor maneira.

O Dr. Carlos Neves Vaz está também disponível para responder a problemas particulares no SAM.

Um abraço e obrigado por pertencerem à comunidade MNI,

M. Jorge Guimarães

Doenças da coagulação do sangue

Exma. Sra.:

As doenças a que aludi na mensagem anterior, como verá na frase que citou, são doenças que, directa ou indirectamente, afectam a coagulação do sangue.
Grosso modo, dividem-se em dois grandes grupos:
1- As doenças das plaquetas sanguíneas (ou porque se produzem plaquetas a menos ou porque as plaquetas que se produzem são defeituosas). As plaquetas são células do sangue importantes no processo da coagulação; tal como as restantes células do sangue, são produzidas na medula óssea. Quando houver um déficit funcional das plaquetas, tendem a surgir hemorragias fáceis, particularmente, ao nível da pele e mucosas: hematomas e equimoses fáceis e frequentes são as manifestações mais habituais.
A alteração da função das plaquetas pode surgir em certas doenças hereditárias, bem assim como em doenças que, directa ou indirectamente, afectam o bom funcionamento da medula óssea; o bom funcionamento da medula óssea pode, também, ser afectado por certos fármacos, nomeadamente, alguns dos quimioterápicos usados no tratamento do cancro.
2-Doenças que, directa ou indirectamente, afectam a produção ou o bom funcionamento dos factores de coagulação do sangue.
Os factores de coagulção são proteínas (não células) que existem no sangue e que, juntamente com as plaquetas, desempenham um importante papel no processo da coagulação; são produzidos no fígado.
Quando forem insuficientes e/ou deficientes, uma vez mais, tendem a surgir hemorragias fáceis e frequentes. Com a diferença, relativamente à doença das plaquetas, de as hemorragias preferenciais serem, neste caso, não as da pele e mucosas mas sim as de tecidos musculares, aponevróticos e outros mais profundos. Quer isto dizer que os problemas mais graves surgirão, neste caso, na sequência de feridas que ultrapassem a derme, fracturas óseas, operações, etc.
As doenças que afectam a produção de factores da coagulação podem ser hereditárias (é o caso da hemofilia) ou doenças que, directa ou indirectamente, afectam a função do fígado, onde os factores da coagulação são produzidos (é o caso da cirrose hepática, da doença hepática crónica alcoólica, etc).

Em qualquer dos casos, afigura-se-me POUCO PROVÁVEL que a sua situação esteja contemplada. Estas doenças, como compreenderá, cursam com hemorragias fáceis com mais do que uma origem e, em regra, co-existem em contextos mais complexos, relacionados com a doença causal e cuja identificação é, mais ou menos, óbvia, quando se observa o doente.
Em todo o caso e na dúvida, a sua situação merece um despiste, o qual, provavelmente, até terá sido feito.
O despiste de uma doença da coagulação é feito através de duas análises simples, uma na qual se efectua uma contagem de plaquetas e outra na qual se afere a função dos factores de coagulação do sangue. Ambas são simples e de rotina em qualquer instituição hospitalar deste país.
A decisão final relativa a este despiste pertence, no entanto, ao seu Médico de Família a cuja consulta, desde já, aconselho. Com efeito, aspectos muito importantes relacionados com esta matéria carecem de uma adequada interacção médico-doente e, nomeadamente, de um completo exame físico;seria importante saber, por exemplo, que outros sintomas teria quando cuspiu sangue (se haviam sintomas respiratórios evidentes, é claro que a causa mais provável não é uma doença da coagulação mas sim uma doença respiratória, brônquica e/ou pulmonar; etc); se continua, ou não a emitir sangue e, se não, há quanto tempo não emite; se não tem qualquer história de outros tipos de hemorragia (além das duas que já conhecemos); que tipo de fármacos, se é o caso, tem vindo a tomar; etc.

Em relação à questão que colocou quanto ao especialista a consultar, a resposta é um Gastroenterologista com um interesse particular em coloproctologia ou um Cirurgião Geral com um interesse especial em coloproctologia.

Com os meus melhores cumprimentos, uma vez mais e sempre, agradeço e encorajo a participação.
Aproveito, ainda, para lhe sugerir, tal como o fez o Doutor Manuel Guimarães, a utilização do nosso Serviço de Aconselhamento Médico (SAM) para a colocação de questões de natureza mais pessoal.
Em todo o caso, aqui ou no Serviço de Aconselhamento Médico, os Médicos Na Internet estão ao seu dispôr.

Carlos Neves Vaz

Colite Ulcerosa

Boa dia,

Venho por este meio solicitar informações acerca da doença designada por colite ulcerosa.

Qual a sua origem? Quais são os seus sintomas? É facilmente curável?

Atentamente,

Ana Lourenço

o formulário SAM é extenso demais

Para quem pretende obter uma resposta imediata o forum SAM é extenso DEMAIS, deviam reduzi-lo.

Compreendo q qto + dados forem fornecidos mais fiável será a resposta de um médico, contudo há momentos em q não há tempo a perder ou então não sabemos bem q área associar ao nosso problema.

Muito obrigada pelo desenvolvimento do site e pela informação fornecida em tempos de desespero!

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