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Em Timor

D. Ximenes Belo proíbe distribuição de preservativos e pílulas

O bispo D. Ximenes Belo escreveu recentemente a todas as organizações médicas internacionais e ao departamento de saúde da ONU exigindo um fim imediato dos programas de distribuição de
métodos de planeamento familiar em curso em Timor-Leste.
Numa carta datada de 22 de Junho e a que a Lusa teve acesso, D. Ximenes Belo critica os programas de planeamento familiar em curso no território, afirmando que vão contra a política da Igreja Católica.

Foi-me referido por padres que trabalham em várias zonas da diocese que, em muitos distritos, elementos do departamento de saúde pública estão a promover vários métodos de planeamento familiar artificial, como a distribuição de preservativos e de pílulas de aborto, refere a carta.

A missiva, que foi já amplamente criticada por dirigentes das mulheres e por funcionários de saúde internacionais contactados pela Lusa, realça mesmo que a Igreja Católica desaprova e discorda completamente do uso de métodos artificiais de planeamento familiar, mesmo em casos terapêuticos
extremos.

D. Ximenes Belo considera totalmente inaceitáveis todos os métodos que interrompam a gravidez, incluindo esterilização, uso de preservativos e até mesmo de coito interrompido, notando que apenas são aceitáveis métodos naturais de planeamento
familiar.

Todas as acções que interfiram directamente com o processo generativo, especialmente aborto directo ou tentado, até mesmo por razões terapêuticas é totalmente inaceitável e deve ser evitado, refere a carta.
Todos os métodos de esterilização, permanente ou temporária feitos pelo marido ou pela mulher são igualmente inaceitáveis e devem ser evitados, acrescenta.
A carta sublinha ainda que deve ser evitada qualquer acção que tenciona evitar ou impossibilitar a procriação, seja antes ou durante o acto intimo dentro do casamento.

Os argumentos de D. Ximenes Belo - que foram enviados a 23 organizações internacionais, incluindo três portuguesas - sustentam que as directrizes devem-se ao facto de 90 por cento
dos timorenses serem católicos.

Uma vez mais a igreja gostaria de reforçar a necessidade do respeito do direito de cada pessoa a determinar o seu próprio destino, refere D. Ximenes Belo.

O teor da missiva foi já amplamente criticado em Díli, numa altura em que começam a surgir os primeiros casos documentados de SIDA em Timor-Leste e em que se comprovam elevados índices de doenças venéreas. Igualmente preocupante para organizações de defesa dos direitos da mulher é a elevada taxa de natalidade e o reforço, implícito na carta, do papel tradicional da mulher.
Domingas Alves - responsável da organização da mulher Fokupers e presidente do recente Congresso Nacional da Mulher - disse à Lusa que a carta iria criar ainda mais obstáculos para a mulher timorense numa altura em que a luta pela igualdade mal começou.
Como uma pessoa católica respeito a carta mas quanto aos direitos humanos, acho que depende de cada um. Todos têm o direito de planear a sua vida, considerou.
Acho que as mulheres devem ter a sua livre escolha. As mulheres não devem ser oprimidas, não devem ser feitas só para procriar, sublinhou.
Reconhecendo que as grandes famílias são já uma grande peso para a mulher timorense, Domingas Alves afirma mesmo que proibir métodos de planeamento familiar, especialmente em casos de doença, é eliminar as mulheres.
É a mesma coisa que induzir a mulher para uma morte. Há mulheres que ficam muito doentes depois de vários partos, considerou, afirmando que não deveria ser feito um apelo que não respeite a saúde da mulher.

A verdade é que apesar da posição da Igreja timorense um crescente número de mulheres tem vindo a contactar organizações internacionais no intuito de obter informações sobre planeamento familiar.

Um método usado durante o tempo indonésio - o de um implante que era substituído periodicamente - é um dos preferidos, com milhares a solicitarem já o apoio de organizações médicas internacionais no intuito de substituir os seus implantes.
Igualmente procuradas têm sido pílulas do dia seguinte e preservativos, apesar da pouca informação estar a afectar, segundo alguns fontes médicas, grande parte dos programas de planeamento familiar em curso.
A questão do planeamento familiar foi um dos temas debatidos durante o recente Congresso Nacional da mulher timorense, em especial já no âmbito de avaliar o impacto e o sucesso de vários métodos contraceptivos.

Um dos factores que provoca maiores doenças nas mulheres é o facto de ter partos anualmente, sublinhou Domingas Alves.
No entanto, e apesar de discordar das recomendações da carta, Domingas Alves admitiu que a posição da igreja trará mais problemas à mulher, dada a influência da igreja em grande parte da sociedade contra o qual o ainda novo processo de luta pela igualdade terá menos hipóteses.
Domingas Alves escusou-se a responder quando questionada sobre se as ONG médicas deveriam respeitar as ordens de D.Ximenes Belo, afirmando apenas que deverá caber a cada uma delas decidir.
A dirigente timorense, casada e com seis filhos, admitiu que ela própria apenas utilizou o método do calendário, reconhecendo no entanto que em alguns dos casos não funcionou.

26 Junho 2000
Fonte: lusa.pt

Uso da pílula contraceptiva

Uso da pílula contraceptiva aumenta risco de ataques cerebrais

O uso regular de contraceptivos orais aumenta 2,75 vezes o risco
de ataque cerebral, embora este risco seja marginal entre as mulheres
em idade fértil, indica hoje um artigo do Journal of the American
Medical Association.
Segundo Clairborne Johnson, neurologista da Universidade da
Califórnia, os riscos afectam sobretudo as mulheres fumadoras, nos
outros casos são muito baixos, portanto não deve influenciar a
decisão da maioria sobre se devem ou não tomar a pílula.
Cerca de 78,5 milhões de mulheres em todo o mundo tomam a
pílula, 10 milhões das quais nos Estados Unidos, país onde se calcula
que os contraceptivos orais evitem anualmente cerca de 70.000 casos
de gravidez não desejada.

Fonte:lusa.pt

sacerdote oferece preservativos

Igreja brasileira ameaça castigar sacerdote que oferece preservativos

Um sacerdote italiano que promove o uso de preservativos como
prevenção contra o vírus da SIDA foi ameaçado com sanções por parte
da Igreja Católica brasileira, segundo uma nota da Arquidiocese de
São Paulo publicada hoje pela imprensa.
O sacerdote Valeriano Paitoni declarou que desde 1984 distribui
preservativos às pessoas mais pobres que frequentam a paróquia, o que
fez o arcebispo de São Paulo, Claudio Hummes, tornar pública uma
carta onde classifica de inaceitável a atitude do sacerdote.
Apesar de Hummes não explicar quais serão as sanções a aplicar a
Paitoni, membros do clero indicaram que o sacerdote pode ser
transferido da paróquia e suspenso das suas funções pastorais.

Fonte: lusa.pt

RE: Uso da pílula contraceptiva

Gostaria de saber até que ponto a pílula exluton, estanto a amamentar, é ou não segura.