Uma análise ao sangue para detetar Alzheimer?

Estudo publicado na revista “ Alzheimer's & Dementia: The Journal of the Alzheimer's Association”

10 maio 2019
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 Uma equipa de investigadores descobriu que uma determinada classe de moléculas poderá ajudar a diagnosticar a doença de Alzheimer. 
 
Num estudo conduzido pela equipa de investigadores do King’s College London, Inglaterra, foi apurado que o nível de moléculas gordas que induzem o sono no sangue era mais elevado em indivíduos com beta-amiloide do cérebro. 
 
A beta-amiloide é, como se sabe, o peptídeo usado para diagnosticar a doença de Alzheimer. Este peptídeo forma placas no cérebro que são tóxicas para as células nervosas. Crê-se que esta acumulação de placas se inicie muitos anos antes de os sintomas da doença surgirem, como a perda de memória.
 
Até à data não se conseguiu descobrir um fármaco que conseguisse recuperar a memória.
 
Os investigadores procuraram identificar possíveis moléculas que estivessem associadas à amiloide no cérebro. Para o efeito, usaram uma técnica que se poderia assemelhar a uma rede de pesca para apanharem o máximo possível de moléculas no sangue. 
 
Seguidamente, geraram uma lista de centenas de moléculas e descobriram que as amidas de ácidos gordos aumentavam paralelamente à amiloide no cérebro. Os investigadores descobriram ainda que aquelas moléculas estavam ligadas à atrofia cerebral e perda de memória.
 
“Este é o primeiro estudo em que as moléculas lipídicas produzidas no cérebro são detetadas no sangue, à medida que a acumulação de amiloide aumenta na doença de Alzheimer. Estas amidas gordas são conhecidas como sendo neuroprotetores e induzirem o sono”, comentou Cristina Legido-Quigley, investigadora que liderou o estudo.
 
“Há também evidência que a amiloide se acumula no cérebro com a falta de sono, sendo que estas moléculas podem desempenhar um papel na irradicação da amiloide tóxica no cérebro”, acrescentou.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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