U. Aveiro faz estudo sobre impacto das queimadas na saúde

Centro de Estudos do Ambiente e do Mar em parceria com o Departamento de Biologia

09 outubro 2019
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A exposição, em laboratório, realizada pela Universidade de Aveiro (UA), de células do pulmão humano a compostos químicos do fumo das queimadas agrícolas comprovou que a sua inalação constitui um perigo.
 
A experiência foi feita no âmbito do primeiro estudo realizado em Portugal às consequências para o ambiente e para a saúde do fumo das queimadas ao ar livre, provenientes dos restos das podas de árvores.
 
“A viabilidade celular, determinada através de um ensaio colorimétrico que permite avaliar a atividade metabólica das células, diminuiu com a exposição”, explica Célia Alves, investigadora do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar, uma das unidades de investigação da UA.
 
Em colaboração com o Departamento de Biologia, a equipa de investigação da UA está ainda a avaliar os processos inflamatórios, o stress oxidativo e os danos genéticos em células de pulmão humano, quando expostas aos constituintes químicos extraídos das partículas emitidas durante as queimas.
 
A equipa centrou-se na análise química detalhada das partículas e dos gases emitidos durante a queima de ramos de videira, de oliveira, de salgueiro e de acácia. No laboratório, a equipa da UA encontrou centenas de compostos distintos, tais como hidrocarbonetos, álcoois, ácidos, açúcares, esteróis, fenóis, metano, etano, etileno e formaldeído.
 
O estudo refere ainda que “a influência no clima representa também um dos impactos das queimas de resíduos agrícolas, devido à emissão de gases com efeito de estufa e a sua consequente contribuição para o aquecimento global”.
 
A transformação dos resíduos de poda numa opção viável para aquecimento residencial permitiria reduzir os custos energéticos, tornando estas comunidades mais autossuficientes, indica, dando como exemplo a produção de "pellets".
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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