Trinta por cento dos acidentes rodoviários são responsáveis por lesões da coluna cervical

Alerta da Associação Portuguesa Spine Matters

27 dezembro 2016
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Nesta quadra festiva Associação Portuguesa Spine Matters alerta para o facto de que 30% dos acidentes rodoviários ligeiros são responsáveis por lesões da coluna cervical, nem sempre atempadamente diagnosticadas.
 
Esta Associação Portuguesa sem fins lucrativos reforça a importância da prevenção e enumera alguns cuidados a ter antes de ir para a estrada.
 
Segundo a Associação Portuguesa Spine Matters, “a lesão por Whiplash (chicote cervical) é o processo mecânico de hiperflexão e hiperextensão bifásicas. O que acontece é uma compressão dos músculos do pescoço de um lado, enquanto se distendem do oposto, voltando de imediato à sua posição inicial. As suas consequências podem variar muito, desde cervicalgias, que podem ser muito debilitantes, a diversas manifestações músculo-esqueléticas e neurológicas, sendo que os sintomas podem aparecer apenas 12 a 14 horas depois do impacto".
 
Assim a associação aconselha que, após um acidente de viação, os sinistrados devem estar atentos ao aparecimento de: dor e rigidez no pescoço, ombros, parte superior ou inferior das costas, cefaleias, tonturas, visão turva, dor no maxilar ou a engolir, bem como cansaço, irritabilidade ou dificuldades de concentração.
 
"Os problemas na coluna afetam não só o condutor, mas também qualquer passageiro que viaje dentro do veículo, sendo que é importante ter alguns cuidados de forma a proteger a coluna quando conduzimos. São exemplos disso, a postura, a inclinação do corpo, estarmos ou não mais relaxados, tudo isso pode ter uma correlação direta com as lesões dos acidentes ligeiros de viação", acrescenta o especialista.
 
Luís Teixeira deixa também alguns conselhos práticos, nomeadamente no que se refere à inclinação do banco a qual deve fazer ângulo entre 100 a 120º. Uma inclinação excessiva pode ser prejudicial, mas também um banco demasiado reto, que deixe os músculos tensos e desconfortáveis, pode ser igualmente perigoso. A coluna lombar e costas devem estar totalmente apoiadas no encosto do banco e nunca se deve conduzir só com um braço, que leva a uma maior tendência de inclinação do corpo, o que no momento do embate pode ser muito grave.
 
A distância do assento deve ser ajustada para que a coluna esteja totalmente apoiada no banco, com as pernas e braços levemente fletidos. Na pressão dos pedais de travagem e embraiagem, os joelhos devem permanecer ligeiramente fletidos. Este pormenor é muito importante uma vez que se os joelhos estiverem esticados no momento do impacto a energia pode provocar uma fratura nas pernas, bacia ou mesmo na base da coluna vertebral.
 
O especialista refere que o volante deve ser posicionado para que o condutor tenha visibilidade do painel sem ter que mover a cabeça para ler alguma informação. No entanto, o mesmo não deve tocar nas coxas. 
 
Por último, Luís Teixeira refere que devem ser feitas pausas a cada duas horas e alongar o corpo. Isto tanto se aplica a quem faz viagens longas como quem trabalha sentado o dia todo uma vez que a possibilidade de hérnia discal é maior, pela sobrecarga lombar.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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