Tratamento da “principal causa da dor lombar” em estudo

Estudo do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto

10 agosto 2017
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Uma equipa de investigadores encontra-se a estudar a degeneração do disco intervertebral para criar uma solução que combata este problema, descrito como a "principal causa da dor lombar" e que aumenta com o envelhecimento da população.
 
Segundo apurou a agência, Lusa a degeneração do disco intervertebral "é líder em termos de número de anos vividos com incapacidade".
 
A investigadora responsável por este projeto, denominado "Disc degeneration, neuro and immuno-modulation" é Raquel Gonçalves, do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto (i3S).
 
Outro dos objetivos desta investigação é estudar a relação entre o disco intervertebral e a resposta inflamatória, bem como o potencial terapêutico das células estaminais mesenquimais.
 
As células estaminais mesenquimais são, segundo a investigadora, "células progenitoras muito raras, que originam células iguais a elas próprias" e, ao mesmo tempo, "células mais maduras, que constituem os ossos, a cartilagem e a gordura".
 
Essas células "encontram-se, maioritariamente, na medula óssea e no tecido adiposo", podendo também ser encontradas "numa variedade de outros tecidos", referiu, acrescentando que as mesmas têm sido utilizadas em diversas áreas clínicas, "até de uma forma um pouco abusiva", devido ao seu "vasto potencial terapêutico".
 
Tendo por base o secretoma (conjunto de moléculas que incluem proteínas, fatores de crescimento, metabolitos e vesículas extracelulares) que essas células transportam para o meio líquido que as rodeiam, a equipa pretende desenvolver uma solução para regenerar o disco intervertebral, diminuir a sua enervação e controlar a resposta inflamatória.
 
O projeto foi recentemente distinguido pela Eurospine - The Spine Society of Europe (Sociedade Europeia da Coluna).
 
O "Disc degeneration, neuro and immuno-modulation" conta ainda com a participação dos investigadores do i3S Meriem Lamghari, Mário Barbosa e Susana Santos, e de Pedro Sousa, do Serviço de Neurocirurgia do Centro Hospitalar São João.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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