Terapia genética repara danos causados por ataque cardíaco

Estudo publicado na revista “Nature”

13 maio 2019
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Uma equipa de investigadores descobriu que a terapia genética pode induzir as células cardíacas a regenerarem-se após um ataque cardíaco. 
 
Atualmente, quando um paciente sobrevive a um ataque cardíaco fica com danos estruturais permanentes no coração, através da formação de uma cicatriz. Isto pode conduzir a insuficiência cardíaca no futuro. Os peixes e as salamandras, pelo contrário, têm a capacidade de regenerar o coração ao longo da vida.
 
Os investigadores liderados por Mauro Giacca do King's College London, Reino Unido, conduziram um ensaio em que administraram uma pequena quantidade de material genético conhecido como microRNA-199 no coração de porcos que tinham sofrido um enfarte do miocárdio.
 
Como resultado, um mês depois a função cardíaca dos corações suínos tinha recuperado quase completamente.
 
Esta foi a primeira vez em que se demonstrou que a regeneração cardíaca pode ser possível, através da administração de um fármaco genético para estimular a regeneração cardíaca num animal de grande porte, que possui uma anatomia e fisiologia cardíacas como as dos humanos.
 
“Este é um momento muito distinto para o campo. Após tantas tentativas fracassadas de regenerar o coração utilizando células estaminais, em que falharam todas até agora, pela primeira vez conseguimos testemunhar uma verdadeira reparação cardíaca num animal de grande porte”, avançou Mauro Giacca.
 
O investigador explicou que demorará ainda algum tempo até que se possa iniciar ensaios clínicos. “Precisamos ainda de aprender como administrar a RNA como uma molécula sintética em animais de grande porte e depois em pacientes, mas já sabemos que isto funciona bem em ratinhos”, explicou.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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