Substituir proteína animal por vegetal pode baixar o colesterol

Estudo publicado na “Journal of the American Heart Association”

22 dezembro 2017
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A substituição de uma a duas porções diárias de proteína animal por proteína vegetal pode conduzir a uma pequena redução nos três marcadores principais de colesterol para a prevenção de doenças cardiovasculares, atestou um novo estudo.
 
O estudo conduzido por uma equipa de investigadores liderada por John Sievenpiper do Hospital St. Michael, em Toronto, Canadá, mais indicou que os benefícios podem ser ainda maiores se as proteínas vegetais forem combinadas com fibras solúveis em água como aveia e cevadinha.
 
Para o estudo, a equipa procedeu à análise sistemática de 112 ensaios clínicos randomizados e controlados, nos quais os participantes tinham substituído as proteínas vegetais por algumas proteínas animais, durante pelo menos três semanas. 
 
Como resultado, a análise dos ensaios demonstrou que a substituição de uma a duas porções de proteínas animais por proteínas vegetais diariamente, principalmente soja, frutos secos e leguminosas (ervilhas secas, feijão, lenteinhas e grão-de-bico), poderia reduzir os marcadores principais do colesterol em cerca de 5%.
 
John Sievenpiper explicou que aquela percentagem poderá não parecer muito elevada, mas que devido ao facto de as pessoas na América do Norte não consumirem muitas proteínas vegetais, pode ser uma boa oportunidade de fazer algumas alterações à alimentação e obter benefícios para a saúde.
 
O investigador explicou ainda que estudos anteriores tinham demonstrado os benefícios de um alimento ou classe de alimentos para baixar o colesterol, mas que, no entanto, este estudo foi mais vasto pois abrangeu qualquer proteína vegetal em substituição das proteínas animais.
 
“Vivem-se momentos de um enorme interesse nas dietas à base de plantas desde a Mediterrânica às dietas vegetarianas por parte dos supermercados e clínicas, e esta análise completa, que é do maior nível de evidência de ensaios clínicos, dá-nos mais confiança que estas dietas são saudáveis para o coração”, rematou John Sievenpiper.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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