Sintomas da menopausa quase duplicam o risco de dor crónica

Estudo publicado na revista “Menopause”

11 março 2019
  |  Partilhar:
Um novo estudo sugere que as mulheres na fase da menopausa poderão estar mais vulneráveis a sofrerem dor crónica, para além dos problemas causados pela oscilação nos índices de estrogénio.
 
O estrogénio afeta, entre outros fatores relacionados com a saúde, a sensibilidade à dor.
 
As mulheres são mais propensas a sofrerem de doenças crónicas comuns, como dor lombar, fibromialgia, osteoartrite e artrite, do que os homens. As mulheres com estas doenças costumam relatar dores mais intensas e maior incapacidade causada por essas dores, em relação aos homens. 
 
A estes problemas acresce o facto de na meia-idade, em que as mulheres entram na perimenopausa ou pós-menopausa, o risco dessas doenças que causam ou pioram as dores crónicas ser bastante maior. 
 
O estudo conduzido por investigadores da Universidade da Califórnia, em San Francisco, e do Sistema de Saúde Francisco VA, contou com a análise de processos clínicos de 200.901 mulheres com 45 a 64 anos de idade. 
 
Foi observado que 26% das mulheres apresentavam sintomas de menopausa, 52% tinham dores crónicas e 22% tinham recebido dois ou mais diagnósticos distintos de dores crónicas.
 
Como resultado, os investigadores apuraram que as mulheres com sintomas de menopausa apresentavam quase o dobro da possibilidade de sofrerem e de receberem múltiplos diagnósticos de dores crónicas.
 
“Os níveis oscilantes das hormonas na altura da menopausa exercem interações complexas com a modulação da dor e com a sensibilidade à dor que poderão estar associadas a uma vulnerabilidade ao desenvolvimento ou agravamento de problemas que causam dores”, indicou JoAnn Pinkerton, diretora executiva da Sociedade Norte-Americana da Menopausa.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
Partilhar:
Comentários 0 Comentário