Sensibilização para a importância dos meios de diagnóstico na diabetes

Análises são fundamentais não só para diagnóstico como para monitorização

18 novembro 2019
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Cerca de 80% dos casos de diabetes são diagnosticados sem qualquer suspeita prévia, segundo as conclusões de um estudo reveladas pela Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica (Apifarma).
 
A assinalar o Dia Mundial da Diabetes, a Apifarma recorda que as análises clínicas integram uma longa cadeia de cuidados que vai desde a identificação precoce da predisposição genética até à monitorização dos tratamentos prescritos aos diabéticos.
 
Para sensibilizar a opinião pública para a importância das análises clínicas e do diagnóstico precoce, a Apifarma Diagnósticos está a conduzir o estudo “A Relevância dos Resultados das Análises Clínicas para o Diagnóstico e Gestão Clínicos – Contributo para a Diabetes”.
 
Os resultados preliminares indicam que os meios de diagnóstico aportam um triplo benefício: clínico, ao dotarem os médicos de informação de suporte à decisão; económico, ao permitirem poupanças resultantes de melhores decisões por parte dos prestadores de cuidados de saúde; qualidade de vida dos doentes, ao permitirem comparar os resultados de diferentes terapêuticas.
 
O estudo indica que em cerca de 80% dos casos o diagnóstico laboratorial positivo da diabetes foi feito sem existir qualquer suspeita clínica prévia.
 
As primeiras conclusões indicam que o contributo do diagnóstico in vitro para a prevenção das complicações crónicas da diabetes varia entre os 35% (no caso do pé diabético e no acidente vascular cerebral isquémico) e os 80% (no caso da doença renal diabética). No caso da doença cardiovascular isquémica, o valor situa-se nos 45%.
 
Na avaliação do controlo metabólico (glicémico), no contexto dos cuidados de saúde primários, o doseamento da hemoglobina glicada A1c é realizado em média duas vezes por ano e influencia a modificação/intensificação terapêutica e a consequente melhoria do controlo glicémico em 75% das situações com controlo glicémico.
 
Segundo dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), Portugal é o país da Europa com a mais alta taxa de prevalência da doença.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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